Andréa Pinto Costa tem curtido a vida devido ao tempo livre que desfruta com um salário mensal de R$ 9.200 sem precisar trabalhar. Ela recebe a verba todo mês por constar nos registros como subsecretária de Fiscalização e Licenciamento da Prefeitura de São Gonçalo, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O Ministério Público realizou a denúncia contra Andréa e ela terá de responder à Justiça, pois de acordo com órgão, ela nunca compareceu ao posto de trabalho. A promotora de Justiça da promotoria de Meio Ambiente do município, Renata Neme, informou que durante a investigação de uma denúncia sobre problemas estruturais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente eles encontraram essa fraude.

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Nas folhas de registro de presença de funcionários ela consta, mas de acordo com funcionários de alto nível do local, ela nunca esteve no local.

Os valores recebidos totalizam mais de R$170 mil. Na denúncia enviada para a 8ª Vara Cível da cidade, Andréa teria recebido mais de R$ 82 mil só no ano de 2015, ano em que foi nomeada. Ela teria tomado posse do cargo no dia 31 de março desse ano, e de acordo com o relatório de presença de 2015 ele teria tido frequência total.

Já em 2016, até o presente momento, o valor recebido pela pseudo subsecretária municipal foi de R$ 92 mil, o que totalizou mais de R$ 174 mil nesse período menor que dois anos. Tudo isso sem ter trabalhado nenhum dia e sem ter desempenhado sua função no órgão.

Outra fraude consta em seu cadastro junto à prefeitura. Pois lá o endereço da falsa funcionária está registrado no município de São Gonçalo, local o qual já deixou há algum tempo para morar em um apartamento de cobertura no Jardim Icaraí, bairro de Niterói.

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Mas de acordo com o porteiro do local, nem lá ela mora mais.

E não para por aí

Com a crise da coleta de lixo que as pessoas de São Gonçalo enfrentam, a ocupação do cargo de Andréa faz muita falta, pois ela seria fiscalizadora e licenciadora de problemas ligados ao meio ambiente.

Além disso, Andréa Costa estaria recebendo outro salário sem cumprir a função, ela consta como professora da rede estadual, com direito à remuneração bruta mensal de R$ 5.122. Apesar de não estar dando aulas, a Secretaria estadual de Educação explicou Andrea cumpre a jornada em função administrativa. Mas isso também será investigado.

O MP pede que os pagamentos sejam suspensos e que os bens de Andréa sejam bloqueados para ressarcir os prejuízos. #Crime #Investigação Criminal