As investigações sobre o trágico #Acidente que aconteceu na última terça-feira (29) ainda não começaram, mas já é possível entender as possíveis causas que levaram à tragédia. As hipóteses para a derrubada do avião da empresa LaMia, perto do aeroporto internacional José Maria Córdova foram montadas com os diversos relatos de testemunhas que ouviram a transmissão entre o piloto da aeronave e a torre de controle. A tragédia ceifou a vida de setenta e uma pessoas, sendo que seis vítimas do acidente conseguiram sair com vida e ainda estão internadas em estado grave em um hospital em Medelín. O que se tem de informações até agora é que a aeronave que transportava a equipe da Chapecoense era um Avro RJ-85 fabricado no final da década de noventa e tinha dezessete anos de uso.

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O avião era o único da LaMia uma companhia Boliviana que tinha permissão para fazer apenas vôos não comerciais, ou seja, fretados. As caixas-pretas foram localizadas durante as operações das equipes de resgate entre as carcaças do avião, elas estariam intactas e ajudarão a esclarecer o acidente.

O piloto teria feito sua última comunicação com a torre de controle por volta de uma hora da manhã, a cerca de trinta quilômetros da pista de decolagem. Nela ele informou aos gestores de tráfego, que estava com uma pane elétrica e precisava de orientações sobre as direções da pista de pouso, uma vez que tinha perdido as informações do painel de controle. Minutos antes ele já teria relatado à torre que estava sem combustível e precisava de autorização para aterrissar, nesse momento ele ainda não tinha declarado emergência.

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Ao que tudo indica os controladores teria tido que uma outra aeronave também tinha solicitado aterrissagem de emergência e que a pista estava ocupada. Foi solicitado que a aeronave da LaMia e de outras três companhias que estavam na mesma rota ficassem circulando até que a pista fosse liberada.

Ao que parece a falta de combustível pode ter feito com que o motor parasse de funcionar, e por esse motivo a pane elétrica relatada acontecesse. Segundo especialistas a aeronave que transportava os jogadores teria autonomia de 3000km, e a distância que o avião deveria percorrer era de 2975km. Ou seja, o combustível comportado no tanque, era exatamente o suficiente para chegar ao destino, apenas se nenhum imprevisto acontecesse. De acordo com informações houve um erro de cálculo, em casos como esse a empresa deve prever uma parada para abastecimento ou prover combustível suficiente para parar em outro aeroporto ou poder continuar voando por mais trinta minutos. Outra possibilidade é de que o painel tenha falhado e mostrado ao piloto que existia mais combustível no tanque do que de fato tinha. Além disso, falhas mecânicas e mal tempo também podem ter influenciado na queda. O fato de o avião ter ficado esperando para aterrissar parece também ter sido decisivo na tragédia.