O vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 28 anos, apontado como o serial killer de Goiânia, foi pela 19ª vez a júri popular. Desta vez foi pela morte da assessora parlamentar Ana Maria Victor Duarte, de 26 anos de idade. A jovem foi baleada em frente a uma lanchonete em 2014.

Ana Maria estava numa lanchonete no Setor Bela vista, na região sul de Goiânia, no dia 14 de março de 2014. A jovem estava em companhia de seu noivo e uma amiga, e lanchava no local. Até que Tiago chegou e anunciou o assalto, pediu o celular dos três, o noivo entregou o dele, a jovem disse estar sem o aparelho, o criminoso então atirou, matando a vítima e fugiu sem levar nada.

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Na época, o retrato falado do criminoso foi divulgado pela polícia, que chegou a divulgar que a vítima teria sido seguida pelo autor do #Crime.

No depoimento prestado no dia 17 de março de 2014, o noivo da vítima afirmou à polícia que estava abalado, mas contou ao pai da vítima, Uigvan Pereira Duarte (promotor de justiça aposentado), que a arma que Tiago usou no crime falhou duas vezes antes de atingir Ana Maria.

Uigvan afirmou que o noivo da filha chegou a dar detalhes de como tudo aconteceu.  Segundo ele, a filha, o noivo e uma amiga lanchavam na frente de uma lanchonete, quando o criminoso deu a voz de assalto e pediu os aparelhos celulares. O noivo da jovem e a amiga estavam com o celular e seus pertences em cima da mesa, e mostraram ao bandido para que ele pegasse. O vigilante então perguntou à vítima onde estava o celular dela.

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Ela, que estava com a boca cheia, pois estava comendo um sanduíche, respondeu ao assassino que não tinha celular. Tiago mirou contra a jovem e atirou por duas vezes, a arma falhou e na terceira tentativa, disparou. Ele mirou e acertou o coração de Ana Maria, que caiu na cadeira. O noivo da jovem tentou socorrê-la, mas ela já estava morrendo. O assassino fugiu e não levou nada.

Tiago, que está preso desde outubro de 2014 por cometer mais de 30 assassinatos, ficou conhecido como serial killer de Goiânia. Ele já foi condenado 17 vezes pelos homicídios cometidos, recebendo agora sua 18ª condenação. Tiago foi condenado a 20 anos de prisão, além das outras penas recebidas.

Das 19 vezes que foi julgado, o serial killer foi absolvido apenas uma vez, por falta de provas que o incriminasse. A defesa do vigilante em todos os julgamentos recorreu o tempo da pena, protocolando recurso. E mais uma vez eles vão recorrer da pena. #Investigação Criminal #Casos de polícia