Não roubarás! Esse é um dos mandamentos presentes na Bíblia, livro sagrado para o cristianismo e que o pastor Silas Malafaia usa como base em seus cultos. Representante da Igreja Evangélica Vitória em Cristo, o religioso foi conduzido coercitivamente nesta sexta-feira, 16, acusado de se envolver em um esquema milionário de lavagem de dinheiro. Ele é acusado de emprestar suas contas para grandes mineradoras fazerem alocação de dinheiro que deveria servir para pagar impostos nos municípios onde elas realizam a exploração dos recursos naturais. Em nota, o pastor nega que tenha roubado ou lesado o governo brasileiro e diz que a ação da Polícia Federal tem um único intuito, desmoralizá-lo.

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O pastor evangélico, curiosamente, como mostra uma reportagem do jornalista Ricardo Feltrin, nos últimos tempos usava seus cultos para dizer que a situação estava preta e que faltava dinheiro no caixa da igreja. Ele pedia a colaboração dos fiéis contra a crise, ou seja, quem pudesse, que por gentileza, fizesse doações maiores, afinal, a fé se mostra nos momentos difíceis. Malafaia está cheio de problemas. Ele enfrenta dívidas. Os livros com o nome dele, que outrora vendiam muito, hoje já não tem o mesmo destaque. Além disso, os fiéis diminuíram as ofertas, o que faz com que o futuro da Igreja Vitória em Cristo já seja uma dúvida. Silas nega que peça diretamente dinheiro a qualquer fiel, diz que não cobra nada para pregar, mas que ganha um percentual da oferta arrecadada nos cultos, além dos custos para ele e sua equipe chegarem e irem embora de determinado local.

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Em 2013, Silas era tão rico que chegou a ser citado na lista da Forbes. A igreja diz que hoje comanda com 13 mil membros direitos. O pastor diz que a falta de ofertas ameaça do básico, como aluguel dos templos, até a alocação de horário na televisão. Atualmente, ele tem um programa na RedeTV!. Por atrasar pagamentos, a atração chegou a sair temporariamente do ar, mas voltou, depois que as partes decidiram fazer uma nova negociação do horário. Malafaia frisa nos cultos que o dinheiro é necessário para manter a chamada "televangelização". #Silas Malafaia