Neste último domingo (04), o clima esquentou durante o julgamento de Elize Matsunaga, realizado no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Por volta das 10h20, deu início ao interrogatório da ré, sendo que o primeiro a interrogá-la foi o juiz Ajdílson Paukoski Simoni, passando logo depois para os advogados de defesa e por fim foi a vez dos jurados. Elize Matsunaga responde pelo crime de assassinato, esquartejamento e ocultação de cadáver do marido, Marcos Matsunaga em 2012.

A troca de ofensas aconteceu quando Roselle Soglio, uma das advogada da ré, pediu para que sua cliente usasse um laser e mostrasse no telão qual foi o caminho que ela percorreu dentro do apartamento, depois que atirou no marido.

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No telão era possível ver a planta do imóvel e ele estava localizado bem atrás do promotor de acusação, José Carlos Cosenzo.

Quando Elize Matsunaga começou a apontar qual teria sido o seu trajeto naquele dia, apontando o laser para o telão, o promotor estava de pé e por isso a advogada pediu para ele se sentar, de forma que os jurados pudessem ver a imagem, neste momento José Carlos Cosenzo se mostrou bastante irritado com a solicitação.

Irônica, a advogada disse que ele poderia ser capaz de demonstrar gentileza ao menos uma vez na semana e ele respondeu: "Gentileza é uma palavra que a senhora não conhece".

Irritada com a resposta, a advogada de Elize Matsunaga disse que ele era machista e que já havia deixado isso claro naquele plenário. Mais uma vez, o promotor retrucou: "Porque eu chamei a senhora de chata não quer dizer que eu sou machista".

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E depois de uma semana de júri popular, Elize Matsunaga foi condenada a 19 anos, 11 meses e 1 dia de prisão, pelo #Crime de #assassinato, esquartejamento e também por ocultação de cadáver do seu marido, Marcos Matsunaga. O júri, formado por 4 mulheres e 3 homens, ainda apontou a impossibilidade da vítima em se defender.

Marcos Matsunaga foi assassinado com um tiro de pistola 380 e em seguida teve o corpo esquartejado em 7 partes. A mulher espalhou os pedaços do corpo por diversas regiões na cidade de Cotia, São Paulo. Elize Matsunaga chorou durante o interrogatório e disse que não queria ter assassinado o marido, que fez isso em um momento de briga e descontrole e que gostaria de pedir perdão a filha, que na época do assassinato tinha apenas 1 ano de idade. #Justiça