Na noite da última terça-feira (27), a polícia conseguiu chegar ao agressor do ambulante brutalmente morto no metrô de São Paulo. O acusado identificado pelas câmeras de segurança, Ricardo Nascimento Martins, de 21 anos, foi preso na casa de um colega em Itupeva, município vizinho de Campinas. Ele vinha sendo procurado pela polícia após ter sido flagrado espancando o ambulante Luiz Carlos Ruas, de 54 anos, nas proximidades da estação Pedro II. Ele e o primo Alípio Rogério Belo Santos, que ainda não foi encontrado pelos investigadores, bateram com socos, pontapés e chutes no homem até que ele perdesse a vida. Durante a apreensão o jovem alegou que ele e o primo haviam bebido muita cachaça, e alcoolizados teriam perdido o controle.

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No entanto, o mesmo relatou que esse não é um motivo para espancar alguém até a morte. O ambulante era conhecido nos arredores da estação, e trabalhava na região há muitos anos. Ao que tudo indica os dois jovens teriam chegado ao local muito bêbados e urinavam na porta quando uma travesti teria brigado com eles por isso. Para evitar que os dois a agredissem, Luiz Carlos teria enfrentado os dois que começaram a espancá-lo. Ele ainda tentou correr para dentro do metrô em busca de ajuda, mas caiu no chão já desacordado devido à violência gratuita que recebeu.

O jovem foi encaminhado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, onde foi escutado pelos investigadores. Ele ainda teve que comparecer ao local do #Crime, onde foi reconhecido por testemunhas que viveram o horror de vê-lo agredindo o ambulante.

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Ao falar à imprensa Ricardo, assumiu a culpa pelo atentado e disse que tem que pagar pelo que fez, assim como o primo que segue foragido. A polícia segue as investigações e tenta achar o outro suspeito que segundo consta, se separou de Ricardo logo após o crime. A polícia está realizando buscas mais intensas na Baixada, ao que tudo indica Alípio estaria no Guarujá. Testemunhas disseram que o primo de Ricardo sempre foi muito explosivo, e que tinha acessos de raiva nos quais, agredia as pessoas. Nesses momentos ele quebrava portas, batia, xingava, inclusive até os vizinhos já haviam reclamado dele. O ambulante trabalhava há quase trinta anos no local onde crime aconteceu, a família está consternada e pede por justiça.

#Investigação Criminal