Um avião cair, segundo as estatísticas, é algo muito raro. Sobreviver à queda é ainda mais improvável. Viver e conseguiu sair inteiro, sem nenhum sequela, para muitos, apenas pode ser explicado como um milagre. É assim que pensa o lateral da Chapecoense, Alan Ruschel. Ele foi o primeiro a ser resgatado no dia 29 de novembro, quando um avião da LaMia caiu a 38 Km do aeroporto de Medellín, na Colômbia. Além de Alan, outras cinco pessoas sobreviveram à #Tragédia. Dos brasileiros, Alan foi o primeiro a receber alta e poderá passar o Natal em família. Nesta sexta-feira, 16, ele deu uma entrevista coletiva, na qual contou sobre como foi esse período de recuperação no hospital.

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Alan não usou outra expressão, a não ser milagre, o fato dele estar andando.

Emoção

De acordo com informações do UOL, antes mesmo de iniciar a fala, o jogador já estava muito emocionado. Ele precisou respirar fundo e tentar conseguir responder à maioria das perguntas sobre aquele fatídico dia, que acabou resultando na morte de 71 pessoas. O atleta agradeceu ainda aos bombeiros, policiais e médicos que cuidaram dele na Colômbia.

Sensação de milagre por salvação inacreditável

"Um momento que caiu aquele avião Deus me pegou no colo e falou que eu tinha mais missão aqui na terra", explicou o jogador, dizendo que essa era a única explicação para ele ainda estar ali. Para o lateral, dois milagres aconteceram em sua vida. O primeiro foi ele ter sobrevivido, já o segundo é o fato dele estar andando, já que teve uma lesão grave na coluna.

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A recuperação de Alan foi tão grande que já se fala até na possibilidade dele retornar ao futebol. Alan disse que tem um misto de sentimentos em seu coração, pois está muito feliz em estar vivo, mas de luto por ter perdido vários amigos. Ele chorou em diversos momentos da entrevista e fez planos para o futuro.

Futuro

De acordo com ele, ele agora honraria os familiares dos mortos e a seus amigos, aproveitando a chance que teve. Alan disse que tentaria fazer de sua vida a melhor possível. #Chapecoense