Em Santa Bárbara d'Oeste, município a cerca de 25 km de Piracicaba, um adolescente de 17 anos foi apreendido após denúncia anônima, suspeito de matar o inspetor escolar Bruno Gustavo da Silva, de 22 anos, no sábado, 10 de dezembro. O menor prestou depoimento acompanhado da mãe e, segundo a Polícia Civil, foi mantido isolado em uma cela até ser apresentado ao juiz.

O corpo da vítima foi encontrado num terreno baldio, com marcas de agressões e, ao seu lado, um galho de árvore e um pedaço de madeira que teriam sido usados como armas.

Uma moradora próxima ao terreno baldio disse ter ouvido um rapaz chorar e gritar, pedindo que parassem de bater nele.

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Ela disse ainda que chegou a sair de casa para verificar o que estava acontecendo, mas ao perceber que se tratava realmente de uma agressão e sem ter um telefone para avisar à polícia, voltou para dentro de casa, com medo.

Apreendido na terça-feira, 13 de dezembro, o menor prestou depoimento à Polícia Civil no dia seguinte e confessou ser o autor do crime, tendo matado Bruno a pauladas. Além disso, declarou diversas vezes que sente repulsa por homossexuais e riu das fotos do corpo desfigurado de sua vítima. Ele admitiu ainda ser o responsável por outro assassinato, em outubro, do carteiro Luiz Carlos da Cruz, de 48 anos, de quem roubou o carro e o celular.

Inicialmente, o suspeito alegou que o crime foi passional e mostrou à Polícia Militar as roupas sujas de sangue que teria usado no dia, bem como o celular que roubou de Bruno.

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Além de descrever seus atos com notável frieza, o adolescente revelou que, como estratégia, marcou encontros sexuais com ambas as vítimas, planejando matá-las e então roubá-las.

Segundo a página #Homofobia Mata, administrada pelo Grupo Gay da Bahia, foram registrados 314 assassinatos de LGBTs no Brasil somente em 2016, sendo 153 vítimas gays e 78 travestis. São Paulo aparece como o estado com o maior número de crimes, 46; em segundo lugar está a Bahia, com 31 e, em terceiro, o Rio de Janeiro, com 28. Apenas em dezembro, que acaba de chegar em sua segunda quinzena, foram 15 mortes. #Violência #LGBT