Neste sábado (3) a tristeza invadiu a Arena Condá. Os mortos na tragédia da queda do avião da Chapecoense chegaram ao estádio às 12h28. Os caixões foram transportados por veículos grandes, divididos em dois. Os torcedores e simpatizantes do Time estavam nas arquibancadas esperando os mortos, para dar a eles o último adeus e a homenagem merecida.

Os corpos das vítimas foram aguardados debaixo de uma forte chuva, mas ninguém arredou pé do estádio. Eles queriam se despedir dos seus heróis, guerreiros atletas, que perderam a vida indo para a Colômbia, jogar contra o Atlético Nacional.

A multidão, comovida, gritava e cantava com muita emoção.

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Era visível o abatimento dos que estavam presentes na Arena, e também a dor dos familiares das vítimas.

O caminho percorrido

O primeiro avião da FAB, que carregava os restos mortais das vítimas do desastre aéreo, pousou na cidade de Chapecó, neste sábado, às 9h26, e o outro desceu ás 9h44. Na chegada houve uma homenagem das Forças Armadas e do presidente do Brasil, Michel Temer, aos falecidos.

Cinquenta caixões seguiram nos veículos para o estádio Condá, tendo feito uma trajetória antes de chegar ao local de destino. No percurso, pessoas estavam esperando para poderem dar o último adeus aos jogadores da #Chapecoense.

A chegada dos invólucros foi marcada por uma grande comoção nacional. Os soldados levaram um por um dos mortos. Eles foram colocados embaixo das tendas, que estavam armadas no campo.

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As manifestações

Luciano Buligon (prefeito de Chapecó), antes de ler a sua mensagem, vestiu a blusa, do clube Atlético Nacional, como forma de gratidão e amizade, e disse "Que Deus também podia chorar", se referindo à chuva torrencial que caía em Condá.

Em sua homenagem, Buligon agradeceu por tudo que os colombianos fizeram por eles, e disse que essa aproximação com a Colômbia será para sempre. O prefeito disse que seis pessoas conseguiram sobreviver e que esse milagre foi graças à capacidade das pessoas colombianas, e agradeceu muito o que eles fizeram.

O administrador da cidade de Chapecó falou que os jogadores da Chapecoense não são só da cidade, mas do planeta. A tristeza foi geral; o povo que estava assistindo ás homenagens, caíu em lágrimas. Os parentes dos mortos não se continham com tanta dor e sofrimento. Eles vestiram blusas com estampas do rosto dos seus familiares.

Cerca de duas mil pessoas, parentes das vítimas, estavam debaixo das barracas. Todos se mostraram desolados, inconformados, mas sustentados pelas homenagens, carinho, abraços e amor do povo de todo o mundo.

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Muitas homenagens

A despedida aos jogadores da "Chape" e demais vítimas foi marcada por grandes homenagens. O locutor do evento falou o nome de cada pessoa morta no acidente, e a cada nome se soltava um balão que subia aos céus.

Muitas autoridades compareceram à Arena Condá, dentre elas Gianni Infantino, presidente da Fifa, e Tite. O treinador da Seleção Brasileira de #Futebol segurava uma bandeira do time da Chapecoense.

Os telões mostraram imagens e recados de celebridades do mundo, dentre eles: Neymar. Messi, Cristiano Ronaldo, Zidane, David Beckham, Ronaldinho Gaúcho e outros. A fatalidade com a queda do avião e todas as mortes abalou o mundo, e principalmente o futebolístico.

Uma grande solidariedade aconteceu, algo nunca jamais visto. O povo colombiano deu uma enorme demonstração de amor, fraternidade, respeito, carinho, união e mostrou o sentido do verdadeiro futebol no mundo.

A confraternização terminou com os familiares dos vitimados andando no gramado e mostrando fotografias dos falecidos. As pessoas presentes os aplaudiram e os caixões foram levados da Arena, e logo após as pessoas saíram do estádio. A despedida e as mensagens ficarão para sempre, nos corações. #Tragédia