Um avião comercial da VivaColombia fez um pouso de emergência no aeroporto José Maria Córdova, de #Medellín na Colômbia. A aeronave teve prioridade de pouso no mesmo horário que o avião da #Chapecoense estava sofrendo uma pane seca próximo ao aeroporto.

Três brasileiros estavam no avião da VivaColombia que, apesar do susto, passam bem. Segundo Maysa Ramos, 27 anos, que está de férias com a amiga e advogada Hanna Pfeffer, de 26 anos, elas viveram momentos de muito medo durante a turbulência sofrida pela aeronave antes do pouso.

Elas falaram que, durante o voo, o comandante avisou aos passageiros, que a aeronave estava com vazamento de gasolina, e, por isso, seria necessário um pouso de emergência na cidade de Medellín.

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Depois do pouso, elas foram procurar informações e funcionários do aeroporto informaram que a aeronave em que elas estavam recebeu prioridade de pouso, em relação ao avião do time da Chapecoense.

De certa forma, os funcionários deixaram claro que eles tiveram prioridade, e que a culpa da queda do avião era deles. Maysa conta que ficou perplexa, e que não acreditava no que tinha acontecido e que a culpa era do avião dela.

Depois procurou a polícia, que informou que o aeroporto não conseguiu pousar as duas aeronaves por uma questão de prioridade de emergência. “Eles tiveram que esperar o meu avião pousar. Nessa espera, perderam o contato com o avião que caiu. E se a prioridade fosse deles? Talvez o nosso avião tivesse ficado sem gasolina e caído! Agora todos estão com medo de pegar outro avião, pessoas gritando e crianças chorando...", disse Maysa.

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Em nota, a empresa VivaColombia confirmou o problema na aeronave, mas negou que o piloto tenha declarado emergência à Torre de Controle. “Todos os procedimentos foram seguidos à risca depois de autorizados pela Torre de Controle”, afirmou a empresa.

Já o coronel Fredy Bonilla, Secretário de Segurança da Aeronáutica Civil da Colômbia, disse, em entrevista à BBC, que houve um contato de emergência do avião VivaColombia e que a ocorrência foi atendida antes do pedido do piloto, que comandava o avião que levava o time da Chapecoense.

As autoridades da Colômbia negam que exista alguma relação direta entre os dois casos. #Acidente