Sobrevivente do desastre aéreo na Colômbia, o jornalista Rafael Henzel falou sobre os momentos que antecederam a tragédia, além de relembrar os trabalhos da equipe de resgate. Em entrevista ao "Fantástico", da Rede Globo, ele disse que ninguém do #avião comunicou aos passageiros sobre o que realmente estava acontecendo.

O repórter da Rádio Oeste Capital, de Chapecó, contou que a equipe do voo somente dizia que "faltavam dez minutos" para o fim da viagem. Segundo Rafael, as luzes foram apagadas de repente, assim como o desligamento dos motores. O jornalista disse que ninguém da aeronave deu orientações, mesmo quando havia um certo temor: "Ficamos voando, sem saber absolutamente nada do que ia acontecer", disse.

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Na noite do dia 28 de novembro (madrugada do dia 29 para os brasileiros), um avião da LaMia caiu em uma localidade conhecida como Cerro El Gordo, na Colômbia. A aeronave trazia a equipe da #Chapecoense, que enfrentaria o Atlético Nacional pela final da Copa Sul-Americana. Morreram 71 pessoas, entre atletas, integrantes da comissão técnica, dirigentes, jornalistas e tripulantes. Apenas seis pessoas sobreviveram.

Na entrevista, Henzel disse que teve um clima de aflição no voo, mas não houve gritaria. Sobre o que aconteceu no momento do choque da aeronave, o jornalista contou que tudo veio de repente: "Eu não lembro da pancada", relatou.

Em relação ao momento do resgate, o jornalista disse que não tinha como se mexer, pois estava preso por duas árvores. O profissional passou a gritar quando observou as luzes dos socorristas: "Comecei a chamar por socorro, dizendo que eu estava ali", lembrou.

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Rafael Henzel lembrou que estava sentado ao lado de dois colegas de imprensa, que já não respondiam os seus chamados: "Chamei pelos dois. Lamentei muito, mas tive que buscar forças", contou.

O jornalista criticou a companhia e disse que as vítimas morreram por "falta de discernimento" devido a "uma economia boba", referindo-se à quantidade de combustível que tinha a aeronave.

Sobre tudo o que aconteceu, Henzel chamou de "milagre". Ele afirmou que só se deu conta do tamanho da tragédia após o terceiro dia. Ainda internado na Colômbia, o profissional só deseja voltar para Chapecó: "Quero voltar pra casa", finalizou.

Os quatro brasileiros sobreviventes estão internados no Hospital San Vicente de Rionegro, na Colômbia. Também foram resgatados com vida os jogadores Alan Ruschel, Jackson Follmann e Neto. Dois comissários bolivianos também sobreviveram ao desastre. #Acidente