A diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Essa frase é um velho ditado, mas voltou à tona nessa semana, quando veículos de todo o planeta fazem a cobertura da chamada maior tragédia da história do esporte. Um avião que levava a delegação da #Chapecoense caiu próximo ao aeroporto de Medellín, na Colômbia. 71 pessoas faleceram. Outras seis estão vivas. Sites, repórteres, televisões, profissionais da mídia - todos passaram a ser observados com atenção - tendo seus trabalhos avaliados pelo grande público. O primeiro caso que mexeu com a internet foi o do site 'Catraca Livre'. A marca virou assunto por pautas consideradas oportunistas em meio a um desastre. Inicialmente, o site disse que estava fazendo jornalismo, mas depois se desculpou e disse que errou.

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Outro jornalista premiadíssimo, inclusive com o maior prêmio da categoria, o Esso, virou motivo de críticas na internet e o caso ganhou muita repercussão. Roberto Cabrini viajou até Medellín. Nas imagens da chamada de seu programa 'Conexão Repórter', ele aparece no local da tragédia mexendo no que parece ser alguns dos pertences dos mortos. Alguns internautas chegaram a fazer criticas fortemente ofensivas ao profissional do SBT. No entanto, mais tarde, o caso teve uma reviravolta. Em uma cena emocionante, o repórter entrega um dos pertences do jogador Neto, uma bíblia, para a esposa do atleta, que agradeceu à atitude.

Mas nem tudo são críticas. O jornal 'Folha de São Paulo' contou nesta sexta-feira, 2, a história de um cinegrafista do site 'MiOriente'. David Blandón foi o primeiro repórter a chegar ao local da tragédia.

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Ele, que é uma espécie de faz tudo na publicação, tinha ido à região montanhosa para fazer fotos e vídeos da queda do avião. Ao chegar ao local, no entanto, notou que havia poucas pessoas para trabalhar no resgate. Um bombeiro, segundo ele, suplicava pela ajuda de alguém que pudesse trabalhar como maqueiro. David diz que não teve dúvidas, largou seu objeto de trabalho e tratou de ajudar os profissionais. "É apenas uma questão de humanidade", disse ele.

Graças à sua ajuda, duas pessoas foram retiradas com vida. Uma dela um goleiro da Chapecoense. Sem as imagens jornalísticas, David contou sua história no site e aos colegas. Hoje é tratado como um herói na região.