O Brasil se despede, nesta quarta-feira (14), de Dom Paulo Evaristo Arns, que tinha mais de 50 anos de bispado e foi um dos mais importantes nomes no combate à repressão, durante o período da ditadura militar no Brasil. Dom Paulo morreu nesta quarta-feira, aos 95 anos, e estão sendo preparada uma série de homenagens para o Arcebispo Emérito da Arquidiocese de São Paulo que estava internado com uma broncopneumonia e, infelizmente, não resistiu.

No dia 28 de novembro, o arcebispo foi internado para tratar de problemas pulmonares, mas seu quadro foi piorando dia após dia e ele acabou tendo que ir para a UTI, pois já apresentava dificuldades renais.

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O hospital Santa Catarina informou que ele faleceu às 11h45, por falência múltipla dos órgãos. O velório está marcado para ser realizado na Catedral da Sé, que fica no centro de São Paulo e deve durar cerca de 48 horas, sendo o sepultamento feito na cripta da mesma catedral.

Dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano, divulgou uma nota informando que Arns entregou sua vida a Deus, após dedicar-se generosamente a todas as pessoas neste mundo.

D. Paulo Evaristo Arns tinha 12 irmãos, sendo imigrantes alemães, tendo nascido em Santa Catarina, em 1921. Em 1939, já estava na Ordem Franciscana e foi em Petrópolis, no Rio de Janeiro, que iniciou seus trabalhos como líder da igreja. Em 1945, foi ordenado sacerdote e, além de ser formado em teologia e filosofia, também estudou em Paris, tendo cursado pedagogia, letras e fez doutorado.

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Na zona norte da cidade de São Paulo, Arns deu início a vários projetos voltados para famílias de baixa renda. Durante sua vida, chegou a trabalhar como jornalista, professor e também foi um grande escritor, tendo escrito 57 livros.

Teve uma importância muito grande durante a Ditadura Militar, sempre lutando pelos direitos humanos e denunciando as torturas. Em 1971, ao tornar-se arcebispo de São Paulo, teve ainda mais força para denunciar as torturas e prisões. À frente da CNBB, publicou o "Testemunho de paz", que fazia duras críticas ao regime militar.

Era torcedor do Corinthians e escreveu o livro: "Corintiano Graças a Deus".

#Religião #Morte #Gospel