Segundo o G1, a operação Timóteo foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (16) em 11 estados brasileiros e tem, como objetivo, investigar um esquema de corrupção envolvendo cobranças indevidas de recursos na exploração mineral. Á ação refletiu na administração de um ex-prefeito sergipano. De acordo com um policial que trabalha no caso, Rodrigo Passos, foram realizadas, no estado de Sergipe, busca e apreensão do ex-prefeito da cidade de Capela, Manoel Messias Sukita.

A polícia apreendeu documentos no escritório da prefeitura, localizada a 97 km de Aracaju. O acusado se encontrava no município de Capela e foi levado à delegacia da #Polícia Federal na capital.

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Na ação, foram deslocados oito policiais, divididos em dois grupos para cumprir a sentença da Justiça.

Manoel Messias é presidente do Partido Trabalhista Nacional (PTN) no estado e, no último pleito, foi eleito o segundo prefeito mais bem votado pelo município de Japaratuba. Neste mesmo período sua esposa, também candidata, foi eleita prefeita da cidade de Capela. Na oportunidade o advogado de defesa, Manuel Cacho, informou que Messias daria total apoio às investigações.

O advogado fez uma declaração sobre o caso. "Conduzir alguém para prestar depoimento atualmente é moda no país. Infelizmente, as autoridades já não fazem o convite de forma adequada. Não tenho como abrir discussão, pois esse ato já é de nosso conhecimento. Porém considero um absurdo o Poder Judiciário deliberar essa forma de conduta sem ao menos acionar o intimado.

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Normalmente, o individuo é levado obrigado, sem nenhum documento de denúncia. Essa questão precisa ser analisada com bastante cuidado”, ressaltou o advogado, Manuel Cacho.

O trabalho investigativo da Polícia Federal foi denominado de Operação Timóteo, por fazer referência a um livro Bíblico das sagradas escrituras. Segundo investigações da PF, um dos acusados é líder religioso e emprestava contas dos seus bancos para o esquema de esconder dinheiro fraudulento. Até o fechamento desta edição, não era de conhecimento do público de qual religião fazia parte a pessoa envolvida. As informações são da Polícia Federal.

Na ocorrência foi constado que, além do Distrito Federal, os estados de Goiás, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Tocantins e Sergipe têm envolvimento com a investigação.

De acordo com a PF, a organização criminosa trabalhava juntamente com as prefeituras para ter um lucro de 65% das compensações financeiras advindas da exploração dos recursos minerais (CFEM), que eram destinados aos municípios.

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No ano passado, o CFEM arrecadou um montante equivalente a R$ 1,6 bilhão.

As descobertas iniciaram em 2015, quando a Controladoria-Geral da União (CGU) mandou policia federal uma investigação da conduta desse órgão que indicava a não compatibilidade na evolução patrimonial de um dos direitos do departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) á administração federal, parceira do Ministério de Minas e Energia, responde pela averiguação da exploração do minério no País. #Brasília #Crime