A recente queda do avião que levava a delegação da #Chapecoense a Medellín, na Colômbia, comoveu os brasileiros e reavivou um sentimento de solidariedade poucas vezes visto. Por todos os cantos do mundo, homenagens foram prestadas aos 71 mortos na #Tragédia, entre jogadores, comissão técnica, jornalistas e tripulantes da aeronave da empresa Lamia.

Após o pedido do Atlético Nacional, da Colômbia, e a decisão favorável da Conmebol, a Chapecoense foi declarada campeã da Copa Sul-Americana e, no próximo ano, vai disputar a Libertadores e a Recopa. A carinhosamente chamada "Chape", em nota oficial, agradeceu o apoio, destacando que é "nessas horas de comoção que percebemos o quanto existem pessoas boas, dispostas a ajudar o outro a se reerguer".

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Mas nem todos pensam dessa forma. De olho na enorme procura pela camisa oficial e produtos com o escudo da Chapecoense que estão esgotados na maioria das lojas e sites de comércio de artigos esportivos, fabricantes sem relação com o clube imediatamente passaram a produzir camisas piratas da Chape.

A reportagem da Blasting News percorreu o bairro do Brás, em São Paulo, tradicional reduto de comércio popular, e encontrou à venda camisas do clube em várias bancas de rua. Fazendo menção à conquista do clube de Santa Catarina, a camisa mais vendida trazia a inscrição: "Chapecoense Campeão. Eles conquistaram a Vida Eterna.Copa Sulamericana 2016. #ForçaChape". Na imagem, além de uma taça (ao fundo), fotos do técnico Caio Júnior e dos jogadores.

A reportagem conversou com um comerciante da rua Maria Marcolina, que preferiu não se identificar.

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Ele disse que os produtos são vendidos livremente na "Feirinha da Madrugada", que acontece diariamente no Brás, antes do horário de abertura das lojas tradicionais. O evento atrai lojistas e sacoleiros de várias regiões brasileiras. "Queria comprar 100 camisas, mas só consegui 15. Paguei R$ 15, cada", disse o comerciante.

Ele confirmou que a procura é grande e que já havia vendido seis camisas em pouco tempo. "Eu vendi cada uma por 30 reais, mas acho que essa comoção do povo não vai durar muito tempo. Daqui a pouco, todo mundo esquece do #Acidente e aí minha mercadoria vai ficar encalhada", comentou.