O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira, dia 29, o resultado da pesquisa Pnad Contínua, que revela taxa de desemprego de 11,9% no trimestre encerrado em novembro. Segundo projeções, cerca de 12 milhões de brasileiros estão desempregados, na taxa mais elevada desde 2012, quando a pesquisa foi iniciada. Até então, a taxa mais alta revelada pela pesquisa havia sido atingida no primeiro trimestre de 2015, quando o #Desemprego atingia 9% dos trabalhadores brasileiros.

De acordo com a nova pesquisa, os brasileiros desempregados de setembro a novembro deste ano ultrapassam a marca de 12,1 milhões, um avanço de 33,1% em relação ao mesmo trimestre de 2015, que registrou taxa de 9%.

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Já em relação ao trimestre anterior de 2016, contabilizado de junho a agosto, a taxa ficou estável, subindo de 11,8% para os atuais 11,9%.

Autônomos, empregadores e taxa de ocupação

Em números, isso representa um aumento de 3 novos milhões de desempregados em um ano. A pesquisa também revelou que há atualmente 21,9 milhões de trabalhadores autônomos, 3% a menos do que o registrado há um ano. Já os números de empregadores do país continuam iguais ao do ano passado, com 4,2 milhões de pessoas fornecendo empregos no país.

O levantamento também revelou o número de ocupação – pessoas com idade de trabalhar que estão empregadas – com taxa de 54,1% no último trimestre. No mesmo trimestre de 2015, a taxa de ocupação havia sido registrada em 55,9%. Também foi levantado o percentual da força de trabalho do país, que contabiliza todas as pessoas em idade de trabalho ocupadas ou desocupadas.

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O número registrado neste trimestre foi de 102,3 milhões de pessoas, um crescimento de 1,1% em relação ao mesmo período de 2015.

A pesquisa Pnad Contínua é divulgada mensalmente pelo IBGE, mas aplicada com base em dados trimestrais. De abrangência nacional, a pesquisa foi criada em 2012 em substituição à Pesquisa Mensal do Emprego (PME).

Governo tenta estancar crise com medidas econômicas

Enquanto enfrenta uma crise de popularidade e recessão econômica, o governo do Presidente Michel Temer (PMDB) tenta reverter a situação por meio de medidas que visam aumentar a produtividade empresarial e desburocratizar os contratos de emprego. Há cerca de duas semanas, o governo apresentou um pacote de medidas a serem implementadas ao longo de 2017 para tentar estancar a crise e projetar crescimento econômico no país.

Entre as medidas a serem tomadas está a distribuição dos lucros do Fungo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores, o que visa aquecer a #Economia interna. Ministro da Fazenda de Temer, Henrique Meirelles também afirmou que será realizada a regularização de dívidas tributárias de empresas e pessoas físicas com o governo.

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Com isso, o governo pretende que as empresas se programem para realizar os pagamentos de suas dívidas e adquirir mais crédito, impulsionando assim a economia.

Os governantes também afirmaram que buscarão reduzir a burocracia, extinguindo e simplificando formulários para que as empresas possam honrar com seus tributos e compromissos financeiros com maior facilidade.

Questionado sobre suas estimativas de crescimento da economia do Brasil em 2017, Meirelles foi cauteloso, mas afirmou que vislumbra uma melhora na atual situação.

"O crescimento no quarto trimestre de 2017 contra 2016 será de 2,5%. Isso engloba ajuste fiscal, estabilização de preços, todas as medidas de aumento de produtividade, que vão permitir ao Brasil crescer e crescer mais", afirmou o Ministro. #Crise econômica