Diretor do Presídio Anastácio das Neves, em Santa Isabel, o coronel Robson Wilson dos Santos, foi afastado por suspeita de envolvimento em facilitar, e conceder regalias a detentos. A decisão foi tomada pela Superintendência do sistema penitenciário do Pará, depois de realizadas algumas investigações.

Dentre os privilégios que aconteciam dentro Centro de Recuperação Anastácio das Neves, estava, antena de Tv por assinatura que estava instalada em uma das celas. No presídio estavam presos, agentes públicos do estado, entre eles o ex-soldado da Policia Militar Rosevan Moraes de Almeida, acusado de matar 6 adolescentes em 2011, no trágico episódio que ficou conhecido como Chacina de Guaraci, onde o réu foi condenado a 120 anos de prisão.

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Conforme relatórios de um documento da Corregedoria da Superintendência do Sistema Penal, existiam privilégios diários e alguns quinzenais. Alguns presos tinham direito no segundo sábado de cada mês, a dar uma festa, onde recebiam amigos lá dentro, sendo a festa regada à bebida alcoólica.

O coordenador do Núcleo de Política Penitenciária da OAB, Antônio Graim Neto, que está a frente das investigações, contou em entrevista ao Jornal Hora 1, que o mais preocupante nessa situação, é que nada entra no sistema prisional pelo muro ou pela janela, e sim pela porta da frente. O que deixa claro, é que a dimensão da corrupção no local e muito grande.

Segundo as investigações, alguns presos ainda possuíam as chaves dos setores administrativos do presídio, e até mesmo da sala do diretor. As regalias eram tamanhas que eles saiam do sistema prisional sem nenhuma justificativa.

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Recebiam escolta da viatura e tudo com a autorização do diretor do presídio.

De acordo ainda com as investigações, quem exercia o papel de comando dentro presídio era o Ex-soldado da PM Rosevan, que controlava tudo pelo medo que exercia entre os presos e até mesmo em funcionários da detenção.

Por causa de tantas irregularidades é que o coronel Robson Wilson foi afastado de suas atividades. A corregedoria Superintendência do Sistema Penitenciário informou, que abrirá sindicância para a apuração dos fatos, para sejam tomadas as providencias cabíveis.

Antônio Graim Neto, contou ainda em sua entrevista, que essa era infelizmente uma realidade que esta sendo combatida de forma “tímida”, e silenciosa. Ele afirma que a situação tá invertida: “Agente precisa ter o Estado tomando conta dos presos, e não o inverso”, finalizou o coordenador do Núcleo de Polícia Penitenciária da OAB.

Segue vídeo com a matéria:

#Crime #Investigação Criminal