Nesta quarta (14), Dilma completa 69 anos. De ex militante da guerrilha armada a primeira mulher eleita presidenta do Brasil, Rousseff tem uma trajetória marcada por luta, resistência e coragem.

Nascida em Belo Horizonte em 14 de dezembro de 1947, Dilma Vana Rousseff ingressa na militância #Política aos 16 anos em 1964. Junta-se à Organização Polop (Política Operária), fundada em 1961 e proveniente do Partido Socialista Brasileiro. Devido às divergências de metodologia quanto à forma de resistência, opta pela luta armada, ficando no grupo que deu origem ao Colina (Comando de Libertação Nacional).

Aos 21 anos e cursando Ciências Econômicas na UFMG, conhece o primeiro marido, Galeno de Magalhães Linhares.

Publicidade
Publicidade

Os dois mudam-se para o Rio de Janeiro e algum tempo depois - quando Galeno é transferido para o aparelho em Porto Alegre - Dilma conhece o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo, que viria a ser seu esposo e pai de Paula, sua única filha.

Com a fusão do Colina e VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), que posteriormente se tornaria VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares), Dilma é enviada a São Paulo e fica responsável pela segurança das armas de seu grupo, passando a viver em uma pensão simples na zona leste paulistana. A VAR-Palmares é responsável pelo assalto ao "cofre do Adhemar". A operação rendera a guerrilha US$ 2,4 milhões-oriundos de jogo do bicho e outras atividades ilícitas de Adhemar de Barros.

Prisão e tortura

Em janeiro de 1970, Dilma é presa e levada para a OBAN (Operação Bandeirantes) onde é torturada com socos, palmatória, choques elétricos e pau-de-arara por vinte e dois dias.

Publicidade

Chega a se encontrar com o companheiro Carlos -que fora preso em agosto de 1970 - durante o processo militar que ambos respondem e quando presos no presídio Tiradentes, em São Paulo. É condenada em primeira instância a seis anos de detenção, e havendo cumprido três anos da sentença, sua pena é reduzida a dois anos e um mês pelo Superior Tribunal Militar.

Ao sair da prisão em 1973, vai para Porto Alegre e conclui o curso de Economia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Sua militância é retomada através do Iepes (Instituto de Estudos Políticos e Sociais), ligado ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro), único partido de oposição legalizado e mesmo não sendo filiada ao partido, Dilma organiza debates e palestras com intelectuais.

Carreira política e ministérios

Em 1979, após a lei da anistia, Dilma ajuda a fundar o PDT junto a Leonel Brizola. Ocupou os cargos de secretária da Fazenda da Prefeitura de Porto Alegre, presidente da Fundação de Economia e Estatística do estado do Rio Grande do Sul e secretária de estado de Energia, Minas e Comunicações dos governos Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT).

Publicidade

Entre 2003 e 2005 torna-se ministra das pastas de Minas e Energia, gestão marcada pelos esforços em evitar um novo apagão e e pela implementação do programa Luz Para Todos.

Em 2005, é indicada pelo então presidente #Lula a comandar o Ministério da Casa-Civil, em substituição a José Dirceu, envolvido no escândalo do mensalão.

De guerrilheira a presidente

Tendo o presidente Lula como principal cabo eleitoral, em 31 de março de 2010 Dilma se afasta da Casa-Civil para concorrer às eleições presidenciais. Vai para segundo turno com o candidato José Serra (PSDB) e o derrota com 56,05% dos votos válidos. Em seu primeiro discurso, promete honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos.

Em 2014, em decorrência de manifestações que tomaram conta do país no ano anterior, Dilma é vaiada durante os jogos da Copa do Mundo e recebe duras críticas por sua gestão. Entretanto, ela vence em segundo turno as eleições daquele ano e derrota o seu principal opositor, Aécio Neves. Incitados pelo candidato derrotado e pela mídia conservadora, parte dos brasileiros passam a exigir o impeachment da presidente, que tem seu mandato cassado em 31 de agosto de 2016. #Dilma Rousseff