Em entrevista à Globo News, nessa quinta-feira (1º), o procurador da República Oscar Costa Filho falou sobre a investigação que está desmantelando quadrilha especializada que atuava em fraudes do #ENEM.

Diante de tantos escândalos envolvendo o concurso, não será nenhuma surpresa caso seja cancelado. Até então, não há evidências da atuação dessa quadrilha em outros certames, mas existe essa possibilidade.

À frente das investigações, o procurado da República foi categórico ao afirmar sobre o assunto. “A República não consegue fazer concurso sério”.

A afirmação de Costa Filho deixou margens para pensar não só no Enem, mas em outros concursos públicos que também possam estar sendo alvos de quadrilhas.

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Entenda o caso

A Polícia Federal entregou hoje relatório ao Ministério Público confirmando fraude no Exame Nacional do Ensino Médio. No relatório, está descrito que, no mínimo, dois candidatos foram beneficiados. Segundo o Ministério Público, além da dissertação, as duas provas também vazaram.

A conclusão da Polícia Federal e do procurador se baseia em alguns fatos. No segundo dia da prova, no Ceará e Amapá, candidatos foram abordados logo após deixarem a sala. Um homem de 34 anos portava o gabarito da prova e um ponto eletrônico.

Outro homem, de 31 anos, também foi preso nas mesmas condições. Em depoimento, ele disse que tinha o tema da redação antes da prova ser entregue. Em seu bolso foi encontrado um texto intitulado “intolerância religiosa”, mesmo tema da redação do Enem.

Como era o esquema

Os candidatos já iniciavam a prova tendo acesso à “frase-código” da prova rosa.

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Então, independente da cor de sua prova que recebiam, o gabarito era corrigido como sendo a de cor rosa. O gabarito era passado por ponto eletrônico e por mensagem de celular.

Os candidatos foram presos em cidades e estados diferentes, porém, as fotos que receberam do gabarito eram iguais. Isso prova que a fonte das informações é somente uma, todavia, isso não descarta que mais quadrilhas estejam envolvidas no esquema.