Nesta semana, uma #Tragédia assolou o Brasil e o mundo. Um avião que levava a delegação da #Chapecoense para a cidade de Medellín, na Colômbia, acabou caindo, matando 71 pessoas. Apenas seis foram os sobreviventes. Apesar da dor do momento, um novo passo terá que ser discutido, o das indenizações. A BBC do Brasil fez uma ampla reportagem sobre o assunto. Um especialista garante que a apólice de seguro da LAMIA pode não cobrir as indenizações às famílias dos mortos e aos feridos. A companhia aérea, com sede na Bolívia, é acusada de ter tentado economizar na viagem e, com isso, colocar em risco a vida de todos que estavam na aeronave.

Quem pilotava o avião era o piloto Miguel Quiroga, um dos sócios da LAMIA. James Healy-Pratt, advogado que já cuidou de ações famosas de famílias de vítimas aéreas, explicou à reportagem da BBC Brasil que esses dados podem causar alguns problemas.

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Ele ficou à frente de ações que envolveram o acidente da Gol, em 2006, e também da Air France, que ocorreu no ano de 2009. Até o momento, James diz que a única apólice da LAMIA é de oitenta e cinco milhões de reais. Essa valor seria dez vezes menor do que o esperado em acidentes desse tipo. Com o grande número de mortos, 71, os valores, caso pagos, seriam baixos.

O advogado diz que a situação pode ficar "extremamente preocupante" e que a indenização esperada em casos desse tipo, cobrindo todas as despesas da tragédia, deveriam ficar orçadas em R$ 850 milhões. A grande diferença é explicada também pelo pelo tamanho da empresa boliviana. Nada robusta financeiramente, ela tinha apenas uma aeronave. "Com esse valor da apólice, não haverá fundos suficientes", disse o advogado.

Entretanto, existem outras indenizações que as famílias devem receber.

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Uma é da Chapecoense, que deve pagar 14 vezes os valores dos salários dos atletas a seus familiares. A Lei Pelé estabelece que, em caso de morte, sejam pagos, no mínimo, 12 salários, pelo time às famílias de seus atletas. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deve pagar outra indenização.