Nesta terça-feira (20), a Polícia Civil do Distrito Federal divulgou os detalhes de um crime macabro que assustou a população de Brasília no mês de outubro. A história por trás do crime foi tão ou mais surpreendente do que o encontro do corpo dentro da mala.

Tudo começou em uma quinta-feira, 27 de outubro, de 2016, quando uma mala foi encontrada no lago Paranoá na capital do Brasil. Quando foi aberta, supreendentemente o corpo de um homem foi encontrado dentro dela.

A partir deste momento, a polícia iniciou os trabalhos na tentativa de identificar quem seria o cadáver, não demorou muito para os policiais do DF descobrir que a vítima tratava-se de Ivonilson Meneses da Cunha, de 39 anos.

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Em seguida, a polícia passou a focar as investigações em busca do assassino. No dia 09 de dezembro, o jovem Felipe Cirilo, de 20 anos, foi preso preventivamente. No depoimento do rapaz, os policiais conseguiram a confissão do crime, e o nome de um cúmplice, que seria um menor de 14 anos, identificado pelas iniciais R.T.S.

O relato do jovem impressionou até mesmo os experientes policiais. Ele disse que o homicídio se tratava de uma vingança, pois a vítima era um pedófilo. Em seu depoimento, em nenhum momento o jovem Felipe se mostrou arrependimento, pelo contrário, ele narrou friamente cada passo do crime. Segundo ele, em um primeiro momento ele espancou violentamente Ivonilson e, na sequência, o matou asfixiado e, para se livrar do corpo, colocou o cadáver na mala, jogando a bagagem macabra de cima da ponte Honestino Guimarães, em Brasília.

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Questionado por que teria assassinado o homem, Felipe disse que em sua infância havia sido molestado e abusado sexualmente pela vítima. Não satisfeito com os abusos, Ivonilson teria voltado a procurá-lo e passou a ameaçá-lo e também à sua namorada, já que Felipe teria o denunciado pelo novo assédio.

Felipe pode pegar até 30 anos de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e com o agravante de ter corrompido o menor para ajudá-lo a cometer o crime. O menor não se encontra apreendido e aguarda o fim das investigações em liberdade. #Investigação Criminal #Casos de polícia #Morte