No dia 29 de novembro, a queda da aeronave da #Chapecoense acabou virando notícia e no mundo. 71 pessoas morreram na queda do avião, que aconteceu na cidade de Medellín, na Colômbia. Acredita-se que a tragédia tenha acontecido por imperícia do piloto. Miguel Quiroga, que era sócio da LAMIA, é acusado de ter feito viagem com o mínimo do combustível. Tal tese já é defendida até pelo Ministro da Defesa da Bolívia, Reyme Ferreira. Ele diz que o que houve foi um "assassinato" e que o caso será tomado como "homicídio". A companhia aérea é acusada de ter feito viagens com o combustível limite em várias oportunidades.

"Não foi um acidente. Na verdade foi um homicídio", garantiu o Ministro em depoimento dado à imprensa.

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Ele lembra que todas as companhias aéreas sabem do tratado internacional que pede autonomia aérea de pelo menos uma hora e meia, além do combustível já necessário para fazer o trajeto. O voo saiu da Bolívia e caiu a apenas a 38 Km do aeroporto. A falta de combustível foi alertada pelos dois sobreviventes da tripulação, que pedem, no entanto, que o piloto não seja julgado depois de morto, especialmente por pessoas que não sabem nada a respeito da tragédia.

Os cálculos da aeronáutica colombiana dizem que Miguel fez um voo quase suicida, já que tinha exatamente a quantidade de combustível necessária para o trajeto escolhido. O que também se descobriu nas investigações é que autoridades sabiam do plano de voo perigoso. Uma das representantes, que teria dado o carimbo para a viagem, diz que não tinha autonomia para proibir a decolagem.

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Temendo ser presa e condenada por algo que diz não ter culpa, ela está refugiada aqui no Brasil.

O que os investigadores também descobriram é que a LAMIA tinha duas outras aeronaves e não uma, que seria a que caiu. Somando-se às duas guardadas, a empresa tinha três aeronaves. Os aviões foram confiscados a fim até de pagar, quem sabe, futuras indenizações às famílias das vítimas. Esse é um dos passos mais difíceis na apuração da queda trágica.