O corpo é franzino, como de qualquer criança de 12 anos. Já a inocência de um menor flagrado pela polícia fazendo um caminhoneiro de refém nesta quarta-feira (14) é inversamente proporcional à sua ousadia adulta.

O caso aconteceu durante a madrugada, quando equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) patrulhavam a Rodovia Presidente Dutra. Eles acharam estranho uma movimentação na altura do município de João de Meriti, na Baixada Fluminense, e resolveram fazer uma abordagem.

Durante a averiguação, os agentes se depararam com um garoto de apenas 12 anos em plena ação criminosa. O menor estava armado e naquele momento mantinha um caminhoneiro refém na boleia do veículo.

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O objetivo era roubar a mercadoria.

O armamento empunhado pelo menor era um revólver, de calibre não divulgado.

Os policiais rodoviários federais já haviam sido alertados por outros condutores de cargas alguns minutos antes, quando faziam uma ronda em outra parte da Via Dutra.

Segundo os denunciantes, naquela madrugada havia acabado de acontecer um assalto a carga, mas na altura da cidade de Nova Iguaçu, igualmente na Baixada Fluminense.

Munidos da informação, os agentes da Polícia Rodoviária solicitaram reforços de equipes federais em outras localidades e juntos iniciaram diligências até localizarem um caminhão suspeito, na pista sentido Rio de Janeiro.

O menino foi rendido imediatamente e, de acordo com a PRF, admitiu que estava rendendo o motorista com o apoio de outros dois criminosos.

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Os comparsas estavam dando cobertura num veículo nas imediações e conseguiram fugir sem problemas.

O garoto explicou que a carga visada era de produtos para cabelo e estava avaliada em aproximadamente R$ 200 mil. Os bandidos receberam antes a informação da chegada da carga, que depois foi interceptada na pista.

Ainda de acordo com o pré-adolescente, o produto do roubo seria encaminhado para a comunidade conhecida como Morro da Lagartixa. O local, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, é conhecido por ser ponto de desova de vários tipos de mercadorias roubadas. Depois de descarregada, a mercadoria seria vendida para fornecedores que já aguardavam o material.

Os agentes informaram que o menor é residente da mesma comunidade. #Crime #Investigação Criminal