Como explicar o fato de não estar em uma tragédia? O goleiro Vítor Ressurreição sabe muito bem como responder à essa pergunta. Em uma entrevista dada neste sábado, 10, ao portal de notícias UOL, ele disse que acredita que ganhou uma nova vida. O motivo é o fato de não estar no avião que levava o time da Chapecoense para a cidade de Medellín, na Colômbia. No dia 29 de novembro, uma aeronave que levava o time brasileiro caiu a 38 Km do aeroporto. 71 pessoas faleceram. Apenas seis sobreviveram à queda. Vitor disse que quase foi para o time de Santa Catarina no início do ano, mas uma coisa o fez mudar de ideia, a religião. O goleiro é adventista e sua religião não permite que ele trabalhe aos sábados.

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Decidindo seguir os seus preceitos, ele recusou uma proposta que o faria ter um salário quatro vezes maior. Os sábados é considerado sagrado para os adventistas, que reservam esse dia para a meditação. O clube do Sul do Brasil não aceitou a imposição do goleiro, que acabou não fechando negócio. O atleta hoje defende o PSTC Procopense, no Paraná. Na entrevista, o goleiro disse que seus amigos o entenderam, mas que muitas pessoas o chamaram de maluco. Até mesmo familiares relataram que disseram a Vitor que ele teria desperdiçado a chance da vida. O futebolista disse que, após o acidente, as pessoas compreendem melhor a fé dele.

Depoimento emocionado após sobrevivência e crença na fé

"De alguma forma, minha crença em Deus acabou me livrando do desastre", disse Vitor, que lembra que, caso tivesse aceitado o contrato, provavelmente estaria naquele avião e que as pessoas queridas em sua vida estariam chorando a sua morte.

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O motivo que fez a Chape tentar contratar o jogador é que ele teve muito destaque na Série B do Brasileirão. Para Vitor, sua obediência a Deus poupou sua vida. O fato de não treinar aos sábados ainda fez com que o contrato dele com o Londrina fosse rescindido. Sem emprego, ele ficou seis meses se dedicando a rezar, até que um time apareceu e aceitou o adventista. #Chapecoense