Na noite de 26 de novembro, a jovem Mariana Mazzucatto, de 18 anos, foi atingida por um disparo de arma de fogo no tórax, em Bertioga, no litoral de São Paulo. A jovem foi socorrida e não sofreu maiores danos à sua saúde uma vez que a bala não chegou a atingir algum órgão vital.

A Policia Civil investigava o caso desde então e colheu depoimento da jovem, que inicialmente relatou na delegacia que um homem havia tentado roubar seu celular no dia do #Crime e depois efetuado os disparos. Ao longo dessa semana, no entanto, a jovem compareceu mais uma vez à delegacia de Bertioga e mudou sua versão dos fatos. Segundo o investigador Nivaldo Ribeiro, Mariana teria dito no segundo depoimento que a verdade era outra.

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Ela narrou à polícia que no dia do ocorrido um amigo, de 16 anos, manejava a arma que disparou acidentalmente nela. A polícia já desconfiava da primeira versão da jovem que tinha diversas peças faltando. Ela inventou a história e se contradizia o tempo inteiro durante o relato, na tentativa de proteger o amigo. Infelizmente, ela provavelmente será indiciada por falsa comunicação de crime, e se comprada a segunda narrativa, poderá ser presa.

A polícia disse que continuará a investigar e tentará recuperar provas que possam comprovar o depoimento. Para os investigadores a mentira pode ter conseqüências sérias, uma vez que o crime poderia ter sido enquadrado como latrocínio, que é um crime muito grave, e imputaria o autor do disparo em uma sentença muito maior.

Na época um mandato de busca e apreensão foi expedido para averiguar o local do acontecido, no entanto, a arma não foi encontrada, e segue desaparecida.

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Agora com a nova versão existe a possibilidade de que a pistola seja localizada.

O amigo da vítima já foi ouvido e confirmou a história. Muitas pontas ainda precisam ser fechadas na narrativa como: o porquê de um garoto de 16 anos estar com a arma na mão, e porque ela estava carregada, se realmente não houve a intenção do disparo, e como era a relação de amizade entre os dois.

O adolescente disse na delegacia que a arma sumiu depois que tudo ocorreu. A polícia ainda deve ouvi-lo mais uma vez. Os dois serão responsabilizados pelo crime e podem responder na justiça se tudo ficar comprovado. #Acidente #Casos de polícia