No início da tarde desta última terça-feira (27), o governo decidiu voltar atrás na licitação que compraria os alimentos para o avião presidencial no próximo ano. O recuo veio devido à péssima impressão passada pela quantidade e o valor exorbitante dos produtos. A mídia não perdoou ao ter acesso à lista de compras que atingiu o valor orçamentário de quase dois milhões de reais. A licitação foi aberta em R$ 1,75 milhão, e contava com uma riqueza incompatível com a crise atual. Publicada no diário oficial a lista contava com quinhentos potes de sorvete da famosa Häagen-Dazs, saindo cada um a quase dezesseis reais. Dentre outros produtos constava ainda cento e vinte potes do creme Nutella, cada um a quarenta reais, valor que está muito acima de qualquer supermercado do país.

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Tinha também pacote de farinha de linhaça a quarenta e cinco reais, e amêndoas por três reais a grama. Além da lista gigantesca e do valor final incrivelmente alto, a grande maioria dos produtos estava solicitado a um valor muito mais alto do que o praticado no mercado regular. O ministro da Casa Civil deu uma declaração dizendo que os preços colocados e mercadorias solicitadas eram apenas uma referência para as empresas que quisessem competir pela venda. Ele ainda ressaltou que desde 2009 não era feito um processo desse tipo para o avião presidencial, mas que ainda assim a licitação foi cancelada devido a má impressão.

Os internautas não perdoaram diante da notícia oficial, chega a ser cômico se não fosse trágico, o valor exigido para apenas um ano de abastecimento.

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Por exemplo, o picolé da marca Kibon, tablito, estava licitado em quase onze reais, quando nas lojas ele não custa mais do que sete. Além disso, toda a sorte de produtos foi requisitada, de refrigerantes a presunto de Parma, a alimentação no avião seria luxuosa. Muitos jornais se manifestaram, e inúmeras pessoas comentaram em suas redes sociais o absurdo da compra. Para muito, não é hora de esbanjar com uma coisa no gênero, enquanto milhões de brasileiros passam por uma dificuldade financeira enorme. E mais do que isso, pouco tempo depois de o governo decidir cortar gastos do setor público para arrochar a economia. #Crime #Política