Em coletiva de imprensa sobre o caso da mãe que deixava filha de 7 anos ser estuprada em Nilópolis, na Baixada Fluminense, os delegados responsáveis pelas investigações afirmaram que a responsável disse que sentia nojo da criança.

De acordo com Juliana Amorim, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), a mãe consentia os abusos e já tinha até abandonado a filha no passado. Ela chegou a afirmar que tinha nojo da menor e que por isso não se importava em vê-la sendo alvo de estupros seguidos.

Os dois suspeitos de estuprar e submeter a maus tratos a menor já foram identificados e seguem sendo procurados. Já a mãe da vítima foi detida em Nilópolis, no momento em que tentava empreender fuga para uma comunidade na cidade do Rio de Janeiro.

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A delegada que concedeu entrevista coletiva fez uma retrospectiva do caso, dizendo que já no nascimento a criança foi abandonada, depois criada por várias pessoas, sendo alvo de violências repetidas só cessadas agora, com a intervenção policial.

Após voltar a ser criada pela mãe, a menina foi submetida a todo tipo de tratamento indigno. Uma das hipóteses que explicaria esse tratamento dado pela progenitora pode ser o fato dela também ter sido vítima de estupro e abusos repetidos ao longo da vida. Essa linha de investigação ainda merece mais apurações. Por enquanto, o que as autoridades sabem é que a mulher tem mais oito filhos e sentia satisfação em ver a mais nova sofrer.

Conforme informou o delegado Rodrigo Bechara, que também trabalha no caso, a suspeita afirmava para outra filha que a menor ‘tinha que sofrer mesmo’.

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Outro detalhe que dá elementos ainda mais pérfidos ao caso é o depoimento da filha mais velha, de 12 anos. Ela relatou que a maioria dos crimes ocorria na frente dos outros irmãos e irmãs da vítima.

A mãe foi objeto de prisão temporária por 30 dias. Já a vítima foi encaminhada para uma UTI pediátrica, onde segue recebendo cuidados intensivos.

A presa tem 44 anos de idade e já respondeu por maus tratos a menor e por tráfico de drogas. Dentre os suspeitos que ela permitia que entrassem em sua residência para cometer os crimes sexuais estão um avô de criação e até mesmo o próprio pai da menor.

Uma testemunha relatou que eles inseriam objetos no corpo da vítima, o que foi comprovado por exames médicos.

A polícia foi acionada e começou a investigar o caso no dia 5 de dezembro, quando a mãe levou a filha para uma unidade de saúde dizendo que ela tinha caído e machucado a cabeça. Os profissionais de saúde desconfiaram das lesões. Eles chegaram à conclusão de que a paciente era, na verdade, vítima de maus tratos seguidos e resolveram chamar a polícia.

A mulher foi presa em flagrante e as investigações se aprofundaram até a constatação de que crimes sexuais eram repetidamente cometidos contra a menor.

#Crime #Investigação Criminal