Na última semana, o Brasil (e porque não dizer o mundo?) ficou mais triste com a queda do avião da empresa Lamia sobre a Colômbia, o qual transportava a maior parte do time oficial de futebol da #Chapecoense, do estado brasileiro de Santa Catarina, entre outros profissionais da imprensa, comissão técnica, convidados e a própria tripulação, ocasionando a morte de 71 pessoas e seis sobreviventes, alguns feridos com gravidade.

Entretanto, o que mais causa o asco de muitos cidadãos de bem, é que determinados políticos e pessoas da imprensa se utilizaram das primeiras notícias da queda da aeronave até o velório coletivo em 3 de dezembro na cidade de Chapecó, Santa Catarina, para tirar proveito de algum modo da situação, conforme críticas de muitos.

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Por exemplo, vejam o caso da senhora Alaíde Pacheco, mãe do goleiro Danilo Padilha que defendia a equipe catarinense e morreu na queda do avião, que há alguns dias comoveu o país, quando ternamente abraçou um repórter do SporTV.

Enfim, mesmo vivenciando a dor profunda pela perda do seu bem precioso, que é um filho, Alaíde não hesitou em dar um pouco de amor e conforto para pessoas que estavam envolvidas no mesmo mar de sofrimento. Todavia, a mãe do goleiro, que há poucos dias se tornou uma espécie de mãe de todos os torcedores da Chapecoense e de outros times pelo Brasil afora, se recusou com muita personalidade a abraçar o presidente #Michel Temer, o qual decidiu comparecer ao velório de última hora. "É ele a estrela da história? Ah para com isso, né?", questionou a brasileira do sul do país.

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Como já frisado no início do artigo, a mãe do goleiro sensibilizou com muita doçura todo o país ao manifestar a sua solidariedade com relação aos trabalhadores de imprensa, os quais também se viram confrontados com perdas trágicas de colegas de profissão no mesmo avião. Tudo aconteceu quando ela, entrevistada por Guido Nunes da SporTV, narrava os momentos de agonia que vivenciou antes de ter a certeza oficial do falecimento de Danilo, que supostamente fora resgatado vivo dos destroços da aeronave. Alaíde confessou o seguinte: “se tivesse acontecido igual aos outros, você já tinha perdido a esperança", sobre a questão do atleta ainda estar vivo ao ser encontrado pela equipe de resgate.

Dona Alaíde, que hoje é uma figura feminina envolta em passionalidade, acabou se tornando da pior forma, a mãe adotiva de cada um que sofreu diante da perda irreparável de vidas tão valiosas. Tanto é assim, que ela inverteu os papeis durante a entrevista e perguntou ao repórter: “como vocês da imprensa estão se sentindo, perdendo tantos amigos queridos lá?", e imediatamente na sequência, com muita humildade e amor, pede para dar um abraço no jornalista, que não consegue balbuciar uma resposta sequer e passa a chorar copiosamente nos braços de sua “nova mãe”. Que o tempo ajude a dona Alaíde e as demais pessoas enlutadas. Quanto aos políticos espertalhões? Nota zero para todos eles. #Tragédia