A farmacêutica Maria Da Penha, símbolo brasileiro da luta contra a violência doméstica, foi agraciada com o Prêmio Franco-Alemão de Direitos Humanos e Estado de Direitos, em Berlim, na Alemanha, na tarde desta quinta-feira (1º). A gratificação foi entregue pelos ministros das relações exteriores dos dois países. Em suas redes sociais, ela apareceu comemorando a participação.

O prêmio

Em sua primeira edição, o prêmio foi criado para homenagear pessoas com engajamento pessoal e profissional, que fortalecem e ajudam outras em momentos delicados da vida, mesmo que para isso seja preciso assumir grandes riscos. Segundo a embaixada da Alemanha no #Brasil, o objetivo dos organizadores é o de que, anualmente, de 10 a 15 pessoas possam receber este reconhecimento.

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Quem é Maria da Penha

A farmacêutica do estado do Ceará ficou mundialmente conhecida após ficar paraplégica em decorrência das agressões de seu então marido. Marco Antonio Heredia Viveros atirou nas costas de Maria da Penha enquanto ela dormia. Depois do crime, ele chegou a ser julgado e condenado por duas vezes, mas saiu em liberdade após seus advogados entrarem com recursos na Justiça. Maria da Penha passou 20 anos lutando na Justiça pela prisão dele.

Em 1994, lançou o livro ''sobrevivi...posso contar'', que serviu de instrumento para denunciar o Brasil à Comissão Interamericana de #Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos OEA. O resultado disso foi a condenação internacional do Brasil pela tolerância e omissão estatal com que eram tratados os casos de violência contra a #Mulher.

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Com essa condenação, o Brasil foi obrigado a mudar sua legislação, que passou a proteger mais as mulheres no que diz respeito as relações de gênero, e as situações de violência doméstica: punição ao agressor virou lei.

Esta lei, sancionada em 11 de agosto de 2006 pelo então presidente Lula, recebeu o nome de Maria da Penha, como uma forma de homenagem.

Outras vencedoras

Além de Maria da Penha, outras grandes mulheres exemplos de garra e coragem também receberam homenagens, como Sunitha Krishnan, que luta contra a escrevidão sexual na índia, e Valentina Tscherewatenko, da Rússia, que provou, com a criação de uma OGN (organização não governamental), que ainda é possível existir perdão e reconciliação entre pessoas que se odeiam.