Nesta segunda-feira (5), o partido Rede Sustentabilidade entrou com uma representação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o afastamento do senador alagoano #Renan Calheiros (PMDB) da presidência da Casa. Isto porque, na semana passada, os próprios juízes do STF tornaram Calheiros réu em crime de peculato. Sendo relator da solicitação de liminar proposta pela Rede, o ministro Marco Aurélio Mello declinou pelo afastamento do senador peemedebista.

Em novembro, a Rede pediu que o Supremo Tribunal Federal declarasse réus em processos proibidos de integrarem a chamada "linha suscesória" do Palácio do Planalto.

A defesa da Rede Sustentabilidade pediu urgência na avaliação do pedido feito em razão da aproximação do período de recesso do STF, que será iniciado no próximo dia 19.Se Marco Aurélio Mello não decidisse pelo afastamento de Renan nesta segunda-feira, o senador só sairia do cargo em fevereiro de 2017, mês em que o STF retomará seus trabalhos.

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A acusação crime que recai sobre Calheiros é proveniente de desvios de recursos operados por agente público, o chamado peculato, artigo 312 do Código Penal Brasileiro.

Dos 11 ministros da Suprema Côrte, oito acataram a denúncia, apresentada há 3 anos pela Procuradoria Geral da República, contra o senador. Desta forma, fica a defesa do peemedebista impossibilitada de realizar quaisquer ações no sentido de impedir o cumprimento da decisão.

Tudo começou há 9 anos quando uma reportagem do jornal "O Estado de São Paulo" trouxe, em uma de duas edições, a denúncia de que a empreiteira Mendes Júnior havia pago propina ao senador para que fossem viabilizadas apresentações e votações de emendas que, obviamente, ajudassem a construtora.

Ainda segundo a denúncia, a jornalista Mônica Veloso foi a beneficiária direta dos valores pagos por um lobista a serviço da empreiteira.

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Mônica é mãe de uma filha de Renan, fruto de uma relação extraconjugal que ela manteve com o parlamentar.

Na época, Calheiros tentou justificar os valores recebidos apresentando recibos que supostamente correspondiam à venda de gado em seu estado natal, Alagoas, totalizando mais de R$ 1,9 milhão. Porém, o Conselho de Ética do Senado não reconheceu a documentação como legítima depois de a investigação comprovar tratar-se de "notas frias". O peemedebista ocupava o cargo de presidente da Casa e deixou a cadeira para não colocar em risco o seu mandato de Senador Federal. #Corrupção #Política