Não tem tempo ruim para 107 homens que atuam na elite do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Rio de Janeiro. A eles não confiadas as missões mais difíceis de todas, como a captura ou neutralização dos agentes mais graúdos do tráfico de drogas.

Quando a polícia precisa atuar contra criminosos fortemente armados e entrincheirados, é o Bope quem é chamado. Atuar em resgates de pessoas mantidas reféns? O Bope resolve.

Uma equipe de reportagem esteve acompanhando de perto, no Mato Grosso, a rotina de treinamento desta corporação de elite que inspira temor, respeito e inveja no dentro do mundo policial e fora dele.

Os 107 destemidos que conseguiram ostentar o uniforme preto com a insígnia da "faca na caveira" passam por desafios quase sobre humanos.

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Submetidos aos treinamentos em vários tipos de ambientes em Mato Grosso, eles são testados até seus limites físicos e psicológicos para atingirem a perfeição em matéria de ação ostensiva.

Em entrevista concedida ao jornal RD News, o coordenador do curso, Carlos Evanio explica que a fixação pelos resultados é grande o diferencial dos policiais do Bope, que treinam duro para que cada combate, seja ele o mais difícil possível, seja considerado de nível fácil.

O acompanhamento da reportagem envolveu diversos momentos, como treinamentos de tiro, camuflagem na mata, resistência e as atividades do esquadrão de bomba.

Em Mato Grosso o Bope atua há 28 anos, desde a implantação da Companhia de Operações Especiais (COE), formada para o enfrentamento mais contundente ao crime organizado.

Há sete anos, depois de desmembrado o batalhão da 2ª Companhia (Rotam), o Bope ficou apenas com o efetivo remanescente da Companhia de Operações Especiais, que atualmente detém 107 homens.

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No estado os policiais recebem capacitação intensiva especializada em áreas rurais e terrenos pantanosos.

Uma das figuras que mais geram curiosidade dentro da corporação é o atirador de elite, também chamado de ‘sniper’. Ele tem uma habilidade extrema para tiros de longa distância e é chamado a entrar em ação sempre que se esgotarem todas as possibilidades de negociação, principalmente com sequestradores que coloquem uma ou mais vidas em risco alto de morte.

#Casos de polícia