O motorista do aplicativo Uber, Lindimar Ferreira Santos, de 38 anos, foi morto por assaltantes em Aparecida de Goiânia, região Metropolitana de Goiânia. Nas imagens registradas por câmeras de segurança do local, é notável que o motorista reage ao assalto e então é esfaqueado.

Os assaltantes realizaram um pedido de corrida pelo aplicativo e então obrigaram o motorista a realizar retirada de dinheiro. Nas imagens registradas pelo banco dentro da agência, o motorista aparece sacando um valor e um casal está atrás aguardando o saque.

Já do lado de fora da agência bancária a arma do bandido cai no chão e então Lindimar tenta aproveitar o momento para reagir, partindo para cima do assaltante.

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Mas outros bandidos se aproximam e o esfaqueiam. Ferido, o motorista pede socorro a um carro que passa enquanto os bandidos fogem com o carro dele.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamado, mas Lindimar não resistiu aos ferimentos e morreu antes do atendimento chegar.

De acordo com o delegado Divino dos Santos, responsável pelo caso, o fato se trata de um roubo que se desdobrou em sequestro e que acabou levando à morte da vítima.

Protesto de carros

Em protesto pelo ocorrido, muitos carros que trabalham para o aplicativo deixaram de rodar até às 16h da sexta-feira (2) e cerca de 200 motoristas se reuniram no Cepal (Centro Popular de Abastecimento e Lazer) para dar força à família do motorista morto e também para pedir por mais segurança. Do setor Sul, os carros seguiram para a sede da Uber, fazendo um “buzinaço” pela região.

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Muitos dos motoristas presentes reclamam da mudança no aplicativo, que desde o mês de agosto aceita pagamento em dinheiro para realizar as corridas, o que os teriam tornado mais vulneráveis a esse tipo de acontecimento. Outros sugerem mudanças no cadastramento de clientes para tornar o aplicativo mais seguro a eles.

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa do aplicativo, foi informado que a empresa lamenta o #Crime e que está colaborando com as investigações para que os culpados sejam julgados e respondam pelo crime.

#Casos de polícia