Uma desavença entre quatro mulheres da mesma família, por motivos amorosos, levou três delas a espancar e torturar a quarta mulher, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás.

Segundo a delegada que investiga o caso, na manhã desta quinta-feira (22), foram presas, em Rio Verde, as irmãs, Grazielle Martins dos Santos, Marluce Martins dos Santos e a mãe delas, a senhora Maurilane Martins de Oliveira.

A delegada disse que, no dia 9 de novembro de 2016, as acusadas armaram uma armadilha para a vítima, na casa de Grazielle, no Bairro Parque Bandeirantes, em #Rio Verde, sudoeste de Goiás. As agressoras disseram à vítima que iriam cuidar de seu filho, mas, quando ela chegou à residência, ela foi feita de refém e torturada.

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Além de agredir fisicamente e moralmente a vítima, as três mulheres a obrigaram a gravar um vídeo assumindo que ela mantinha relações amorosas com o marido de Grazielle, com três primos e também com o seu sogro.

A vítima ficou internada por três dias, teve costela fraturada e ficou com o rosto desfigurado. Mesmo depois da sessão de #tortura, Grazielle não se deu por satisfeita, e, em um áudio, ela reforçou que o espancamento foi merecido (ouça o áudio no vídeo abaixo).

As três mulheres responderão a um processo por tortura, e foram encaminhadas ao complexo prisional de Rio Verde, em Goiás. A delegada ressaltou que pediu a prisão devido ao fato que, mesmo após as agressões, as autoras continuaram a ameaçar a vítima, dizendo que iriam agredi-la novamente e fazer o mesmo com seus filhos menores.

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Mas não foram só as ameaças. As agressoras continuaram denegrindo a vítima para a família, dizendo que ela seria amante de todos aqueles homens citados no início da matéria.

Devido a esses fatos, a delegada entendeu que a liberdade das agressoras estaria colocando em risco a vida da vítima e de sua família, já que as agressoras em nenhum instante mostravam arrependimento.

As acusadas responderão ao processo, presas, e o inquérito policial deve ser concluído no prazo de dez dias. Cabe agora ao Ministério Publico oferecer a denúncia.

#Casos de polícia