Nesta última terça-feira (27), após cerca de dois anos de investigação a Polícia Civil chegou aos suspeitos de terem matado a tiros o vigilante Rosimar Borges da Silva Sousa, de 38 anos, em Goiânia. O executor teria sido Alexandre Oliveira Benevides, que recebeu uma quantia equivalente a seis mil reais para assassinar o homem. A polícia tentava chegar aos mandantes do homicídio, e uma história começou a se formar a partir de um vídeo que denunciava outro #Crime. Na ocasião do ocorrido, Rosimar havia gravado poucos dias antes, um vídeo em que relatava que na verdade o filho do casal não era dos dois. Ele narrou nas cenas que ele e a mulher não conseguiam ter filhos, mas devido a vontade dela os dois teriam armado e mentido sobre uma suposta gravidez, quando na verdade iriam comprar a criança.

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Durante toda a ‘gestação’ que na realidade não aconteceu, eles procuraram por moradoras de rua que estivessem grávidas e não quisessem o bebê. Até que finalmente encontraram uma criança de quatro meses, e pagaram cerca de sete mil reais à mãe para ficarem com o recém-nascido. A história ficou escondida até final de 2014, quando o vigilante resolver contar tudo à polícia logo após a separação da mulher.

Diante da ameaça, a mulher, professora Simone Faria, de 43 anos, juntamente com o filho mais velho Hugo Sergio Faria, de 23 anos, o pai dele, Sebastião Gonçalves, de 70 anos, e o atual namorado da ex José Tiago, de 29 anos, teriam armado uma emboscada para matar o vigilante. Os quatro teriam contratado o executor para matar Rosimar a fim de que toda a história da falsa gravidez não viesse à tona.

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Segundo relatou à polícia, Simone disse que fez tudo para poder proteger o filho ‘adotado’ que agora está com nove anos de idade. As imagens gravadas pelo vigilante foram mandadas à sua irmã, que seria quem entregaria tudo às autoridades. Nas cenas, o homem inicia dizendo que a união com a ex-mulher foi uma das piores coisas que poderia ter feito na vida. Ele ainda diz que tinha muito o sonho de ter um filho e por isso inventou a mentira, que depois não conseguiu mais voltar atrás. A Polícia Civil de Goiânia ainda investiga se a história narrada no vídeo é verídica, e se a criança foi realmente comprada. Existe ainda a possibilidade de que ela tenha sido, na verdade, sequestrada. As arestas do crime que aconteceu há dois anos vêem sendo finalmente aparadas, com a prisão dos suspeitos. Todos os envolvidos devem ser indiciados por homicídio triplamente qualificado. Todos devem aguardar presos, a decisão judicial.

#Investigação Criminal