Nesta quinta-feira (22), o #ibope divulgou o resultado de uma #pesquisa realizada em 2010 e repetida em 2016, com o intuito de medir o grau de conservadorismo da sociedade brasileira. Impressionantes 54% dos cidadãos brasileiros atingiram o que foi considerado alto grau de conservadorismo.

As perguntas feitas aos entrevistados foram sobre #pena de morte, legalização do aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo, redução da maioridade penal e prisão perpétua. Como resultado, o Ibope constatou que nestes seis anos o conservadorismo cresceu em todos os níveis de educação, renda e faixas etárias, e também em todas as religiões.

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Compreensivelmente, se for considerada a falência da segurança pública na maioria das grandes cidades do país e o sentimento de vulnerabilidade da população, o maior destaque é para o apoio à pena de morte, que aumentou de 31% para 49%. Também aqui se sobressai a redução da maioridade penal, que tinha o apoio de 63% em 2010 e agora é aprovada por 78%. Outra questão correlacionada é a pena de prisão perpétua para crimes hediondos, antes defendida por 63%, índice que subiu para 78%.

Quanto à legalização do aborto, o resultado de agora foi igual ao anterior, 78% dos brasileiros são contra.

Em contrapartida, a concordância com o casamento entre pessoas do mesmo sexo aumentou de 25% para 42%, tecnicamente empatando com aqueles que se declararam contrários, 44%.

O perfil dos mais conservadores foi traçado como sendo os evangélicos, do sexo masculino e com menor grau de instrução.

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Uma demonstração clara desta tendência, foi o resultado das últimas eleições, que elegeu o Congresso Nacional mais conservador desde 1964, ano do golpe militar. O aumento do número de parlamentares ruralistas, religiosos, militares e demais segmentos identificados com o conservadorismo, já sinalizava uma guinada à direita.

O conservadorismo é uma marca da população brasileira que, embora assista um mundo em transformação e constante revolução de costumes e comportamento, ainda persiste no conceito político-filosófico da tradição, família e propriedade, como se fosse possível manter a sociedade imutável e reter sua evolução.