A cada dia novas informações sobre o acidente envolvendo o time da #Chapecoense ganham a mídia. Nesta terça-feira, 6, exatamente uma semana após a tragédia que matou 71 pessoas e outras seis sobreviveram. De acordo com uma reportagem do jornal 'O Globo', o piloto da empresa boliviana LAMIA, Miguel Quiroga, tinha um mandado de prisão e o governo boliviano sabia de tudo. A reportagem revela que o mandado foi expedido pelos militares e Miguel era considerado um desertor da Força Aérea Local. O jornal teve a informação confirmada através do Ministro da Defesa da Bolívia, Reymi Ferreira, que nesta segunda-feira, 5, disse a nova informação que certamente será debatida incansavelmente pela imprensa.

Segundo o Ministro da Defesa, todos os pilotos que se formam na academia militar necessitam prestar um serviço gratuito a seu país.

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O serviço é uma contrapartida do curso de pilotagem, pago gratuitamente pelo governo. Por isso, depois que recebem o diploma de piloto, eles ainda necessitam continuar alistados no serviço militar e nele continuar a exercer os serviços previstos. O governo se defende e diz que não mandou prender Miguel Quiroga, pois ele entrou com diversos recursos na justiça, que os atendeu prontamente. Além da não prisão, a justiça teria permitido que Miguel voasse até que fosse julgado. Infelizmente, esse julgamento não será mais necessário, já que ele está morto.

Valores e ganância

Miguel tinha 36 anos. Além das polêmicas militares com o governo local, ele é acusado de ganância. A fim de poupar dinheiro, fazendo uma viagem mais econômica, ele evitou uma parada de reabastecimento, deixando a capacidade de combustível da aeronave no limite.

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O piloto, que era sócio da LAMIA, recebeu R$ 500 mil da prefeitura de Chapecó, município do estado de Santa Catarina, para realizar o trajeto entre a Bolívia e a Colômbia. A atitude dele, que segundo especialistas é ilegal, teria economizado cerca de R$ 15 mil, 3% do dinheiro total para realizar o fretamento dos jogadores da Chapecoense. #Tragédia