A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou o carro do embaixador grego que desapareceu em 26 de dezembro. Seu corpo foi encontrado carbonizado dentro do carro, quinta-feira (29), embaixo de um viaduto no Arco Metropolitano. A polícia nomeou sua esposa, que é brasileira, um policial, e um outro homem como suspeitos no caso. Segundo informações, o PM, que tinha um relacionamento extra-conjugal com a esposa do diplomata, confessou o assassinato.

O terceiro homem, que se acredita ser o primo do oficial, atuou como vigia e ajudou a mover o corpo do embaixador.

A Polícia prendeu os suspeitos por 30 dias e recomendará acusações contra os três por homicídio, disse Adilson Palacio, porta-voz da divisão de homicídios do Rio.

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Ele disse, ainda, que as indicações eram de que um corpo encontrado em um carro queimado era o de Kyriakos Amiridis, 59 anos, que foi relatado desaparecido em 28 de dezembro por sua esposa, Françoise Oliveira.

Ela disse à polícia que Amiridis havia deixado o condomínio onde o casal estava hospedado em Nova Iguaçu, interior do Rio de Janeiro, duas noites antes, sem dizer para onde estava indo. O casal estava junto há 15 anos, e tinham uma filha de 10 anos de idade.

Palacio disse que manchas de sangue, que se acredita serem do embaixador, foram encontradas em um sofá dentro da casa de sua esposa. "Sua família tinha uma residência na cidade. São de Nova Iguaçu", disse Palacio. Oficiais revelaram em uma coletiva de imprensa que o oficial detido trabalhou em uma estação na favela central do Rio de Fallet.

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Amiridis iniciou sua carreira em 1985, no ministério grego de relações exteriores e foi cônsul grego no Rio de 2001-04. Ele se tornou embaixador da Grécia na Líbia, em 2012, e retornou ao Brasil como embaixador no início deste ano.

Hildegard Angel, 67, jornalista do Rio, disse que Amiridis era um bom amigo e uma figura popular em jantares e festas enquanto vivia na cidade. "Ele era um homem muito interessante. Um homem do mundo. Agradável, sociável, informado. Você queria ir para a Grécia, conversando com ele.", disse ela.

Mas Angel disse que ninguém sabia que ele era casado quando ele morava no Rio. "Na refinada sociedade do Rio de Janeiro, ele era convidado para tudo. Ele sempre circulava sozinho. Ele era solteiro, sempre convidado para jantares ", afirmou. #Crime