A última semana de novembro ficará para sempre marcada pela tragédia envolvendo o avião da #Chapecoense. Na madrugada de terça-feira, 29, a aeronave que levava o time até à cidade de Medellín, na Colômbia, acabou colidindo com uma região montanhosa, a apenas 38 Km do aeroporto. Profissionais que trabalharam no resgate das vítimas deram uma entrevista ao 'UOL Esporte' publicada nesta quinta-feira, 1, na qual relatam àqueles momentos dramáticos, que certamente não serão esquecidos tão cedo. Segundo os homens do resgate, o zagueiro Neto foi o último a ser resgatado. Ele sentia muita dor. Segundo os médicos, Neto teve múltiplas fraturas. "Ele pedia para morrer", disse um dos socorristas.

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O estado do jogador ainda é considerado grave. No entanto, já demonstra algum tipo de evolução. Segundo o boletim médico desta quinta, as lesões nas extremidades do corpo do atleta começaram a sarar. Além disso, ele passará provavelmente por novas cirurgias, afim de estabilizar melhor suas condições de saúde. Miguel, piloto da aeronave que caiu, que chegou a ser tratado como herói, já é apontado como um dos vilões do desastre que acabou com 71 pessoas mortas. Neto é um dos seis sobreviventes. Quatro deles ainda estão em três hospitais colombianos. Não há previsão de transferência para o Brasil

O piloto é um dos donos da Lamia, companhia aérea de um avião só. Já se sabe que ele teria voado com pouca gasolina. O motivo apontado seria uma economia. Uma profissional revela que alertou para o fato de não existir combustível suficiente para um plano B.

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Todos os aviões necessitam voar com combustível para chegar a um segundo aeroporto, caso haja problema no primeiro. Além disso, é necessário voar com gasolina extra. O mínimo, já considerado o plano A somado ao B é de 5% a mais.

Um áudio divulgado nesta quarta-feira, 30, de aproximadamente onze minutos, exibe o desespero do piloto ao saber que seu avião não conseguiria chegar até ao aeroporto. Ele encerra a fala com a torre clamando pelo nome de "Jesus". #Crime