A salva-vidas Roberta Alessandra Oliveira Costa, de 37 anos, viu quando um homem arrastou um menino para o mar. O #Crime ocorreu na Praia da Aparecida, em Santos, na terça-feira, 20 de dezembro. Graças à ação rápida e aos olhos atentos de Roberta, nada mais grave ocorreu com a garotinho, de apenas oito anos de idade. O principal temor da família é que a criança fosse raptada ou sofresse um #Estupro.

De acordo com informações do jornal A Tribuna, o garoto estava na praia acompanhado dos pais e do irmão mais velho e, em um momento de distração de seus familiares, Evandro Luiz de Campos Santana, de 29 anos, agarrou o menino e o levou para dentro da água.

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Porém, como todos estavam próximos ao cadeirão da salva-vidas, ela pode perceber que o indivíduo não fazia parte do grupo familiar. Ainda de acordo com o jornal, Roberta teria dito que “para disfarçar” o homem abraçou o garoto como se já o conhecesse.

Ao perceber que o menino estava em perigo, Roberta correu para o local onde estavam. Ela relatou que tentou puxar o garoto, mas o homem o puxou de volta. “Perguntei para a criança se ela o conhecia e a resposta foi não”, destacou. Em seguida, ela afirma que conseguiu puxar o menino dos braços do raptor.

Evandro Luiz tentou fugir, mas a salva-vidas impediu com a ajuda do pai da criança. Ainda, de acordo com as informações, o homem chegou a ser agredido por populares. Ele foi encaminhado a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos e preso em flagrante por tentativa de sequestro.

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De acordo com o divulgado pela DDM, o indivíduo já foi condenado por homicídio e furto. O homem permanece na cadeia anexa ao 5º DP de Santos.

Com crianças, todo cuidado é pouco

A situação traumática vivida pela família é muito comum e pode ocorrer em qualquer lugar. Para evitar situações como esta, que podem evoluir para algo ainda mais grave, o mais aconselhável é não perder os filhos de vistas em locais de grande aglomerações, como praias e parques.

Alguns especialistas em segurança recomendam passar um apito em um cordão e pendurar no pescoço da criança, e dizer para ela que sobre com o máximo de força em qualquer situação de perigo, como quando um estranho se aproximar.

Situação semelhante, mas com desfecho trágico

Em 1988, uma situação bem semelhante ocorreu na Praia do Boqueirão, também em Santos. Mas, na ocasião, ninguém percebeu quando uma garotinha de 7 anos foi arrastada para dentro do mar, onde foi estuprada e assassinada por afogamento.

O autor do crime fugiu sem ser identificado. Ao longo de três anos, 300 suspeitos foram detidos para averiguação e apenas em janeiro de 1991 o autor do crime foi identificado. Sérgio Ricardo Januário foi condenado a 22 anos de em novembro de 1992. Porém, ele deixou a prisão em março de 2005, após ter sido beneficiado por bom comportamento. #Casos de polícia