Nesta sexta-feira, 02, detalhes sobre a tragédia envolvendo a queda do avião da #Chapecoense foram divulgadas na imprensa. A principal hipótese para o acidente, atualmente apontada, é que o comandante do avião e sócio da LAMIA, Miguel Quiroga, tenha colocado o combustível limite para realizar a viagem. Já se sabe que ele fez o mesmo em outras quatro viagens. Todas entre Bolívia e Colômbia. Apesar de ser ilegal, a prática como indicam os documentos é comum no país.

A aviação mundial exige que a aeronave tenha gasolina para posar em um segundo aeroporto, para o caso do primeiro estar com algum problema, além de 5% a mais para outros possíveis ator de emergência comuns no ar, como os meteorológicos.

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Muitos aviões necessitam dar voltas em nuvens de tempestade para evitar uma turbulência, por exemplo. Isso diminui o risco de um raio bater no avião, além de poupar os passageiros de possíveis sustos, estabelecendo também um maior conforto durante a viagem.

Quanto mais combustível, mais pesado o avião fica e mais gasolina ele gasta. Ou seja, a viagem fica mais cara, o que explica o fato de Miguel ter o costume de viajar no limite. Documentos do tráfego aéreo colombiano mostram que uma oficial alertou cinco vezes para o fato do combustível estar no limite e que isso não era para ser realizado. As revelações provocaram muita raiva no município de Chapecó, no estado de Santa Catarina.

Até então, o caso que era levado como um acidente, já começa a ser tratado como assassinato. O sogro de Miguel Quiroga, em entrevista dada à afiliada da Rede Globo, no Acre, pediu perdão às famílias das vítimas.

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Ele lembrou que qualquer pedido de desculpa não seria suficiente, mas que sua família estava sofrendo da mesma forma. Ele alertou que a investigação sobre a queda da aeronave deve demorar alguns meses e que a responsabilidade de seu genro deve ser somente então revelada.

Osmar Machado, pai do zagueiro Filipe, morto na tragédia, disse emocionado que Miguel era um "lixo de gente" e que foi ele quem matou todos a bordo.