#Elize Matsunaga está passando por interrogatório nos últimos dias. Em frente ao juiz, ela está dando a sua versão sobre o esquartejamento de seu marido. Ela matou o empresário Marcos Kitano Matsunaga em 2012. De acordo com ela, "infelizmente" a única forma que encontrou foi "cortá-lo". Seu depoimento sobre a tragédia durou horas. O depoimento foi dado no último domingo, 4 de dezembro, na zona oeste da capital paulista, no Fórum Criminal da Barra Funda. O juiz Adilson Paukoski fez perguntas e ela respondeu. Ela negou dar respostas para as perguntas da acusação.

Ela explicou o tiro que deu e pegou no lado esquerdo do crânio do ex-marido e detalhes sobre o esquartejamento.

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De acordo com ela, ele foi feito com uma face de carne do quarto de hóspedes de seu apartamento. Ao falar sobre sua filha, sobre o fato do ex-marido xingá-la e de seu passado como garota de programa, ela chorou. Sua defesa afirma que o #Crime foi passional e que aconteceu em momento de "forte emoção".

Matsunaga contou que ela e o marido se conheceram em 2004, em um site de acompanhantes. O empresário, segundo ela, pagava para ter sua companhia duas ou três vezes a cada semana e era "muita gentil". Em 2009 os dois se casaram. Na época, já moravam juntos há dois anos.

A mulher afirma que já procurou advogados para pedir o divórcio ao marido. Uma das vezes foi quando descobriu que estava sendo traída. Ele estava tendo um caso com uma funcionária da Yoki. Ela diz que descobriu que estava grávida nessa mesma época, por isso resolveu não pedir divórcio, pois não queria que sua filha crescesse sem o pai, já que ela própria cresceu assim.

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No momento do esquartejamento, apenas o casal e sua filha estavam na casa. Ela tinha voltado de uma viagem de três dias com a filha e a babá. Elas teriam ido para Chopenzinho, cidade do interior do Paraná. Elize nasceu na cidade e havia ido apresentar sua filha para a sua avó, que ainda não conhecia a menina. Ela contratou um detetive, que filmou Marcos a traindo no primeiro dia de viagem.

Elize garante ainda que "não queria" matar o marido e não fez "por crueldade".