Na noite deste domingo (25) um vendedor ambulante foi espancado brutalmente até a morte por dois homens na estação Pedro II, no metrô de #São Paulo. O vendedor teria tentado ajudar um morador de rua homossexual. A polícia colheu o depoimento de algumas pessoas que estavam no metrô no horário do crime e, segundo Ivan Akemi, uma das testemunhas presentes, tudo começou por volta das 20h, depois que dois homens teriam ido urinar nas plantas que ficam do lado de fora do metrô, quando um morador de rua homossexual não teria gostado da atitude dos jovens e teria ido tirar satisfações. Luis Carlos Ruas, de 54 anos, que tinha um ponto de venda de salgados e refrigerantes em frente ao metrô, decidiu ajudar o colega e começou a ser brutalmente espancado pelos indivíduos.

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A vítima ainda foi socorrida por funcionários do metrô que o levaram para o Hospital Municipal Vergueiro, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu horas após chegar ao hospital.

Investigação

Um inquérito foi aberto no 78° Distrito Policial como homicídio qualificado, mas o caso foi encaminhado para investigação no 5° Distrito Policial. Os dois suspeitos, que estão sendo procurados, foram identificados como Ricardo Martins do Nascimento, de 21 anos, e Alípio Rogério Belo dos Santos, de 26 anos. Os dois são primos e respondem pela agressão a Luis e também a mais duas vítimas que prestaram queixa.

A vítima

O vendedor ambulante Luis Carlos Ruas trabalhava no local há mais de 20 anos e era conhecido pelos amigos como Índio. A esposa de Luis se chama Maria Aparecida Cavalcante.

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Ela disse à polícia que havia falado com o marido 20 minutos antes do acontecido.

Metrô

Conforme alegou ao G1, a equipe de segurança do metrô estava com apenas dois vigilantes, que eram responsáveis por cuidar de todas as estações do metrô de São Paulo. De acordo com a empresa de segurança do metrô, os seguranças levaram menos de 6 minutos para chegar ao local do ocorrido.

Segundo o sindicato dos metroviários, é normal a empresa de segurança usar o esquema de revezamentos no metrô de São Paulo em feriados e dias de semana após as 22h. A polícia continua investigando o caso. #Metrô #Casos de polícia