É suborno, mas pode chamar de “pixuleco”, “faz-me rir”, “acarajé” e, mais recentemente, de “oxigênio”.

Os nomes para a oferta de dinheiro visando corromper uma autoridade a burlar ou não cumprir a lei são vários. A criatividade varia com o momento e a região. O que não muda é a cara pau de quem comete um #Crime e ainda tenta sair impune utilizando-se de seu poder econômico.

Um vídeo que está circulando nas redes sociais mostra exatamente o momento em que um rapaz tenta “comprar” um agente da lei que, neste caso, é honesto.

Ao que parece, suspeito está tentando impedir que um colega seja detido pelo policial. Ele tenta safar o amigo dizendo: “olha, tem um dinheiro aqui”.

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Diz isso olhando para seu próprio bolso.

O policial pergunta “pra quê?”. O homem então diz: “ pra gente conversar” e, na sequência, fala algo que soa inaudível. O policial entende a proposta indecente e dá corda para o homem se enforcar. “Quanto?” , questiona o oficial.

O suspeito diz R$ 1.500. O agente então pede para ver a quantia. E começa a contar nota por nota, até concluir que no bolo há R$ 2 mil. “Dois conto pra eu soltar ele?”, indaga. E o rapaz responde afirmativamente.

Depois de configurar a tentativa de suborno, o policial então é enfático: “Filho, a polícia não se vende, tá? Você está preso em nome da lei por corrupção ativa. Tem direito a ficar calado. Coloca a mãozinha pra trás que o senhor está preso”.

O suspeito ainda tenta argumentar, mas não tem jeito. O representante da lei saca as algemas e faz o que tem que ser feito.

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Para fechar com chave de ouro, mais uma vez o oficial repete: “A polícia não se vende não tá filho? Aqui a gente trabalha da forma correta. Você veio aqui pra negociar a liberdade do outro. Ofereceu dois mil reais. O senhor está preso e tem direito a ficar em silêncio”, finaliza, já o conduzindo o rapaz para a viatura.

O indivíduo responderá por corrupção ativa. Pena que o mesmo não ocorre com os crimes praticados nas altas esferas políticas, onde quem pratica a corrupção ativa geralmente está protegido por foro privilegiado.

#Investigação Criminal