O caso da mulher que ficou conhecida como Viúva da Mega-Sena teve reviravoltas. Adriana Ferreira Almeida, condenada pelo assassinato do marido, premiado na loteria, vai passar o Natal em casa.

O juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, concedeu habeas corpus para a condenada neste sábado (24), e condicionou o benefício ao uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, o monitoramento em prisão domiciliar não será possível, pois o equipamento não está sendo fornecido em razão do Governo do Rio não ter pago a empresa fornecedora.

Adriana estava presa na Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

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A defesa da condenada obteve êxito no pedido de habeas corpus no Plantão Judiciário em recurso à sentença de condenação.

A jovem foi condenada no último dia 16 a 20 anos de reclusão. O Tribunal do Júri de Rio Bonito tomou a decisão depois que a promotoria apresentou documentos comprovando conversas telefônicas entre a então acusada e Anderson Souza, condenado pela execução do assassinato. Ele era segurança de René e pegou 18 anos de prisão. Com o habeas corpus, Adriana vai esperar a análise do recurso em prisão domiciliar.

O caso

Renné Senna foi morto em 2007. Dois anos antes, ele, que trabalhava como lavrador, ganhou R$ 52 milhões na Mega-Sena. Um ano depois, em 2006, começou a se relacionar com Adriana, que era Cabeleireira. Nessa época o milionário, que tinha diabetes, perdeu as duas pernas em função da doença.

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O casal passou a morar junto. Adriana, 25 anos mais moça do que René, levou seus dois filhos para morar com ele em uma fazenda avaliada em cerca de R$ 9 milhões, em Rio Bonito.

O #Crime aconteceu em janeiro de 2007. No dia 7 daquele mês, Renné estava em um bar sem vigias, perto da região de sua fazenda. Bandidos em uma motocicleta chegaram e dispararam vários tiros na vítima, que morreu na hora. Eles estavam encapuzados.

O ex-milionário ainda possui R$ 120 milhões retidos em conta bloqueada e a família trava uma briga judicial para resgatar a quantia. #Investigação Criminal