Eles tomariam hormônios? Seriam um raça maligna de francos superiores? Essas perguntas bizarras podem ser encontradas em blogs, que disseminam informações macabras a respeito de uma das coisas mais tradicionais do natal, a ave Chester. Muito popular, por ser grande e mais barata que o peru, a ave que tem marca registrada, no entanto, foi vista viva por pouca gente. O Chester foi lançado no ano de 1983 pela Perdigão. Naquele tempo, a Sadia era líder absoluta das carnes natalinas. Hoje, curiosamente, as duas empresas pertencem à mesma holding, a BRF. Ninguém sabe bem o porquê, mas nem a holding, tampouco a Perdigão mostram o frango natalino vivo.

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Com informações restritas, sobram boatos. Em comunicado enviado ao UOL, a assessoria de imprensa da Perdigão tenta explicar o que é o seu frango natalino. Em nota, a empresa diz que a ave é um cruzamento das melhores linhagens de sua espécie, o que a faz ser maior e mais suculenta. O grande diferencial desse tipo de frango é a grande quantidade de peito, parte considerada nobre da ave. A empresa disse também que não tem fotos da ave em granjas ou linhas de produção. Ao dar um "Google", muitas fotos aparecem indicando serem imagens do tal frango que é escondido a sete chaves, mas é difícil saber se elas realmente são verdadeiras.

No extinto Orkut, por exemplo, uma comunidade era dedicada à ave e seus boatos. "O que diabos é um CHESTER ???" tentava responder de forma hilária o que era o tal frango que quase ninguém viu.

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Ele era chamado de aberração, monstro, doente, dentre outros adjetivos nada comerciais. Alguns internautas sugeriam que o galo reprodutor teria um metro de altura, já as fêmeas quase não andariam, a fim de gerarem filhos mais gordos. Biologicamente se falando, no entanto, o Chester é apenas um franco, não é uma espécie diferente, como o avestruz ou o peru, por exemplo.

Em entrevista ao UOL, o pesquisados Elsio Figueiredo deu como exemplo os cachorros. Apesar de existirem raças grandes e pequenas, todos não deixam de serem cães. O bicho tem 70% da carne concentrada no peito e nas coxas, segundo a Perdigão. Isso não significa que se use hormônios, até porque, segundo a lei brasileira, isso é proibido desde o ano de 2004. #Curiosidades