Ivan Sant'Anna, especialista em aviação e piloto, causou polêmica nessa semana ao comentar o acidente envolvendo o avião da #Chapecoense. A aeronave que levava o time brasileiro até à cidade de Medellín, na Colômbia, acabou com 71 mortes. Apenas seis deles sobreviveram. “Por ganância ou por aperto financeiro", disse Ivan ao comentar as suspeitas de que o piloto da LAMIA, Miguel Quiroga, teria viajado com o combustível limite para fazer o trajeto entre a Bolívia e a Colômbia. Em entrevista ao site Vix, o piloto disse ainda que Quiroga não deveria jamais ter tomado essa atitude e desabafou: "Foi um voo suicida”.

Para Ivan, a principal suspeita é que realmente Miguel tenha sido o único, ou pelo menos, o principal responsável do acidente que praticamente acabou com um time.

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19 jogadores da Chapecoense morreram. 21 jornalistas, que faziam a cobertura da final da Copa Sulamericana, também vieram a óbito. Ivan disse que geralmente demora meses para ter certeza de quem seria o culpado por uma tragédia aérea, mas que nesse caso, as coisas estariam muito evidentes. Ainda na quarta-feira, 30 de novembro, apenas um dia após o acidente, áudios divulgados pela imprensa mostraram a conversa de Quiroga com a torre de Medellín.

Ximena, uma das comissárias de bordo da LAMIA, que sobreviveu à queda, disse em um enorme texto no Facebook que agora é "fácil julgar", mas que ninguém estava no avião para saber o que realmente existiu no local. Além disso, ela diz que nenhum piloto, mesmo que ele seja sócio de uma companhia aérea, como era o caso de Miguel. O mesmo disse a viúva do profissional da aviação.

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Apesar de ser de origem boliviana, ela morava no Acre com o pai, um ex-Senador que está em asilo político no estado do Norte do Brasil.

A tragédia com o time de Santa Catarina repercutiu no mundo inteiro e já é considerada a maior de todos os tempos. Antes dessa queda, outras do tipo também envolveram atletas, como o que aconteceu em 1972. Na época, a seleção de Rugby do Uruguai caiu na Cordilheira dos Andes. 29 faleceram. #Crime