O Governo do Estado de Roraima confirmou que ao menos 33 mortos foi o saldo de uma nova carnificina em presídios do Norte do País. A matança ocorreu na madrugada desta sexta (6), na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, considerada pelas autoridades carcerárias a maior de Roraima.

A Polícia Militar, soldados do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e equipes do Instituto Médico Legal (IML) ainda estão no local. A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) ainda não informou oficialmente a causa do novo massacre, mas extraoficialmente circula a informação que os assassinados são produto de um novo confronto entre facções criminosas rivais.

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Uma reportagem do jornal ‘Folha de S. Paulo’ aponta que a nova chacina seria um revide do Primeiro Comando da Capital (PCC) ao que aconteceu no último domingo (1º) em Manaus (AM). O veículo diz que os assassinados de Roraima pertenceriam à facção Família do Norte (FDN), que estaria em guerra com o grupo paulista.

De acordo com a Sejuc, todo o perímetro do complexo penitenciário, que fica na BR-174, está isolado. A penitenciária fica em uma extensa área rural próxima à Boa Vista.

Não há informações sobre fugas de presos até o momento. O Governo encaminhou nota à imprensa dizendo que o controle da unidade já foi retomado pelo Estado.

Conforme reportagem do site G1, na última terça-feira (3), o Governo do Amazonas enviou um alerta para o Estado de Roraima apontando riscos para rebeliões decorrentes de confrontos entre grupos criminosos dentro das penitenciárias do estado vizinho.

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Em menos de uma semana, este é o segundo massacre no sistema prisional brasileiro. Há cinco dias, no último domingo, 56 detentos morreram no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, na capital amazonense.

Na mesma penitenciária de Roraima, há menos de três meses, dez presos morreram após uma batalha entre facções adversárias. O confronto foi durante a visita e familiares dos detentos ficaram reféns dos criminosos. Houve corpos carbonizados e até decapitados.

Como ocorre nas demais unidades prisionais do Brasil, a Monte Cristo está superlotada. Tem mais de 1.400 detentos, mas a capacidade é para apenas 700.

#Crime #Casos de polícia