Apesar de pouco noticiada na televisão, a rebelião em um presídio do Amazonas é a maior desde o massacre do Carandiru, em 1992. Os números de mortos ainda não são exatos. No entanto, o governo estadual diz que "pelo menos 60 pessoas faleceram". O portal de notícias R7 chegou a falar em 80 mortos, mas depois utilizou o número oficial da tragédia. Em 1992, a tragédia do Carandiru terminou com 111 falecimentos. A ação aconteceu no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, que fica localizado na capital do estado, Manaus. Em uma publicação no Facebook, o juiz Luís Carlos Valois, contou que esteve no local e que ficou extremamente chocado com o que viu.

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"Nunca vi nada igual na minha vida, aqueles corpos, o sangue...fiquem com Deus!", disse o juiz em um relato visceral na rede social. A rebelião durou mais de dezessete horas, começando no primeiro dia do ano e terminando as sete da manhã desta segunda-feira, 2. O número de mortos pode variar, já que uma recontagem dos presos ainda deve ser feita. Pelo menos trezentos teriam fugido.Alguns até publicaram fotos no Facebook. mostrando que creem na impunidade. De acordo com o juiz, ele esteve na penitenciária devido a um pedido da Secretaria de Segurança Pública do estado.

Ao chegar ao local, ele percebeu que a situação era caótica. Todos os espaços destinados aos presos do regime fechado e do semiaberto já haviam sido tomados. Até mesmo um enorme buraco havia sido feito.

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De acordo com o magistrado, os homens condenados por diversos tipos de crimes queria que ninguém fosse mais transferido e que fossem respeitadas as visitas. Ele disse também que era impossível fazer uma contagem dos falecidos, pois boa parte dos corpos ou estava esquartejado ou decapitado. Vídeos publicados no Youtube mostram os cadáveres amontoados. Alguns presos extremamente feridos ainda agonizavam pelos corredores.

Na sua opinião, o que deve ser feito em um caso de rebelião como esse? Invadir, ou esperar que as coisas se acalmem? Deixe o seu comentário. Ele é sempre importante. #Crime