Mais uma ocorrência de feminicídio por motivo torpe destruiu uma família brasileira.

A vítima foi a adolescente de apenas 16 anos, Gracielli Degasperi Grandi. Ela foi assassinada a tiros, enquanto dormia, por um homem que se sentiu rejeitado e considerou que a moça não deveria mais viver pela simples razão de não querer mais namorá-lo.

O crime, ocorrido na manhã desta segunda-feira (30), na cidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, trouxe muita comoção local e um alerta para toda a sociedade: é preciso debater com crianças e jovens os malefícios da cultura do machismo e as altas estatísticas de feminicidio em decorrência disso.

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A polícia tem convicção de que o ex-namorado é o autor da morte da jovem e está em busca de seu paradeiro. Identificado como Tiago Tavares de Oliveira, o suposto assassino está foragido desde o momento do #Crime.

Os investigadores afirmam que Gracielli havia terminado o namoro com o rapaz há pouco tempo e ele não se conformava com a decisão. Consta nos autos que na mesma manhã do crime o suspeito bateu na porta da casa da ex-namorada e pediu aos pais para ter uma conversa com ela.

O pai de Gracielli permitu sua entrada no quarto da adolescente. Logo depois os familiares ouviram os disparos. Tiago atirou três vezes contra a jovem, que ainda estava dormindo. A vítima nem chegou a ser socorrida. Faleceu na hora.

Armado, o suspeito disse que mataria quem se colocasse à sua frente. Ele fez ameaças ao dono da casa e conseguiu escapar.

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Ainda segundo as autoridades policiais, Gracielli era jovem aprendiz em um estabelecimento de Caxias do Sul e tinha acabado de ser aprovada no vestibular.

A família contou que o namoro entre os dois tinha durado três anos, até que Gracielli resolveu romper. Tiago passou a tentar reatar a relação, sempre sem sucesso. O suspeito tinha histórico violento. Sua ficha policial inclui antecedentes criminais por ameaça, porte ilegal de arma, além de furto.

Até o momento a polícia não tem pistas de seu paradeiro. Quem tiver informações pode ligar para o 190. O sigilo do denunciante é garantido. #Investigação Criminal