Dias antes da rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em #Manaus, o Setor de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas emitiu um relatório para as autoridades com informações de que havia presos armados dentro do presídio. O documento, elaborado no dia 31 de dezembro, foi disponibilizado para os governos estadual e federal.

O relatório também menciona informações sobre a possibilidade de uma tentativa de fuga e que uma metralhadora estaria com um preso apelidado como "Nigéria". Segundo o documento, o rapaz foi condenado por tráfico de drogas e estaria envolvido em um plano de fuga, que contaria com a ajuda de detentos do semiaberto.

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O relatório aponta ainda que ao menos oito armas de fogo entraram no complexo penitenciário na semana anterior ao Natal através de visitantes com a ajuda de agentes penitenciários.

Mais de 50 pessoas morreram

Uma #Rebelião, que começou na tarde do domingo (1º de janeiro), deixou 56 mortos no Compaj. A situação só foi controlada na manhã de segunda-feira (2), 17 horas após o início do motim. A maioria dos mortos pertence a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Essa é a segunda rebelião com maior número de vítimas fatais do sistema prisional brasileiro, ficando atrás apenas do massacre no Carandiru, que deixou 111 mortos pela polícia em São Paulo no ano de 1992.

"Não havia nenhum santo", diz governador do Amazonas

José Melo, governador do Amazonas, disse, durante uma entrevista a rádio CBN na quarta-feira (4), que "não havia nenhum santo" entre os detentos mortos.

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José Melo afirmou que as vítimas eram estupradores e até matadores, além de pessoas ligadas a outra facção. Como medida de segurança, todos os detentos ligados a essa facção foram levados para outro presídio, segundo o governador.

Ainda durante a entrevista, José Melo disse que o motivo da rebelião foi uma guerra entre facções criminosas. Ele afirmou ainda que o confronto entre fações é um fato que iniciou em São Paulo, depois foi para o Rio e agora chegou ao Estado.

A maioria dos presídios brasileiros sofre com a superlotação de detentos. #Violência